Apesar de parecer inusitada, a arte cemiterial, também conhecida como arte funerária ou arte fúnebre, é tema de interesse e é comum encontrar trabalhos de artistas famosos em lápides, túmulos e mausoléus de cemitérios mais antigos, com obras arquitetônicas e esculturais de valor histórico e artístico.
Alguns cemitérios chegam a ser verdadeiros museus a céu aberto, como é o caso do Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. No Brasil, cemitérios do Rio de Janeiro, São Paulo e até de Porto Alegre têm roteiro de visitação turística.
Mas não apenas em grandes cemitérios é possível ver o trabalho das esculturas em pedra nas lápides. Na região de imigração alemã da antiga Colônia de São Leopoldo há diversos exemplares que evidenciam o saber-fazer da arte da cantaria.
Um exemplo disto está no Cemitério Amaral Ribeiro, em Sapiranga, no túmulo dos Combatentes aos Muckers. Durante as obras de restauro, realizadas em 2017, a arquiteta Ingrid Arandt deparou-se com a assinatura do artífice na base da lápide. “Isto nos chamou a atenção e verificamos que esta assinatura se repetia em outras lápides de cemitérios da região”.
Deste interesse surgiu o projeto “Steinhauermann – Escultura em pedra das lápides de Jakob Schmitt: a preservação do saber-fazer da cantaria tradicional”, contemplado no Edital de Concurso “Pró-cultura RS FAC #juntospelacultura_2” e com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio do Pró-cultura RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura” e apoio do grupo GenealogiaRS.
O projeto de documentação propõe uma estratégia para a salvaguarda deste bem cultural a partir do olhar sobre sua natureza imaterial: o saber fazer cantaria.
BATE PAPO E EXPOSIÇÃO EM NOVO HAMBURGO
Até a próxima sexta-feira, 2 de agosto, épossível conferir a exposição “Jakob Schmitt: Steinhauermann”, em exibição no Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser (Rua General Daltro Filho, 929), no Centro Histórico de Hamburgo Velho.
Novo Hamburgo é a quarta cidade a receber o projeto que evidencia a arte da cantaria em pedra nas lápides de cemitérios da região imigração alemã da antiga colônia de São Leopoldo.
A exposição itinerante teve lançamento em Dois Irmãos e já percorreu o município de Morro Reuter e Sapiranga e ainda passará por São Leopoldo, encerrando a circulação.
Em Novo Hamburgo a visitação gratuita acontece de segunda à sexta-feira, das 08h30 às 11h30 e das 13h30 às 18h.
A exposição apresenta paineis com dados da pesquisa histórica e mais de 30 fotografias que evidenciam o trabalho nas lápides de Jakob Schmitt. As imagens captadas e impressas com a técnica da cianotipia foram produzidas pela fotógrafa Cristânia Kramatschek e agregam ao projeto o elemento artístico. Mais informações poderão ser obtidas junto à página do projeto em rede social: https://www.facebook.com/projetojakobschmitt
Para quem quiser saber mais sobre o projeto e sobre a exposição fotográfica que o acompanha, nesta quarta-feira, 31 de julho, às 19h30, será realizado um bate papo com as autoras do projeto, a arquiteta Ingrid Arandt, a historiadora Josiane Mallmann e com a fotógrafa Cristânia Kramatschek.
SERVIÇO:
O QUÊ: Exposição Fotográfica Jakob Schmitt – Steinhauermann
ONDE: Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser (Avenida General Daltro Filho, 969 – Centro Histórico de Hamburgo Velho, Novo Hamburgo)
QUANDO: Visitação: Até 2 de agosto, de segunda-feira a sexta-feira, das 08h30 às 11h30 e das 13h30 às 18h | Bate papo com as autoras: 31 de julho, às 19h30
INFORMAÇÕES: Evento gratuito, visitação com entrada franca.
https://www.facebook.com/projetojakobschmitt/

























