Conforme informado na semana passada pelo Portal Martin Behrend, a quarta-feira, 15 de maio, será um dia de protestos. Os professores estão na linha de frente da Greve Nacional da Educação.
Na pauta da mobilização, protestos contra cortes na educação, propostos pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e manifestações contrárias à Reforma da Previdência. A greve foi convocada por entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Em Novo Hamburgo, o Sindicato dos Professores Municipais (SindProfNH) está convocando os trabalhadores na educação a não darem aulas nas escolas, indo para o Centro do município protestar. A concentração terá início às 9 horas, na Praça Punta del Este, em frente ao Bourbon Shopping. Já pelas 11 horas está programado um ato conjunto com outras categorias que poderão estar protestando.
Na tarde desta terça-feira (14), o sindicato publicou no seu perfil no Facebook a seguinte mensagem, encorajando a participação: “Professores(as) de NH, em especial os que se encontram em estagio probatório: É assegurada a participação de todos(as) na Greve Nacional da Educação do dia 15 de maio, quarta-feira, sem qualquer reprimenda. Vamos construirmos um movimento forte, defender a educação e barrar a ”Reforma” da Previdência, que praticamente acaba com a aposentadoria.”
Na rede estadual, também existe a grande possibilidade de não se ter aulas em alguns colégios, já que entidades como Cpers, Sinpro/RS, Andes, UNE, Adufrgs, Assufrgs, APG Ufrgs e Sinasefe IFSul estão projetando realizar atos unificados na capital e no interior.
SMED
Em dois meses, é o terceiro dia de protestos em horário escolar dos professores em Novo Hamburgo. Os anteriores foram em março, também contra a Reforma da Previdência.
Sobre a quarta-feira, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) orienta que os pais se informem com as diretoras e professores sobre o andamento das aulas. “Sabemos que em algumas escolas a adesão será maior, em outras escolas será menor. Em outras, talvez os professores trabalhem normalmente e as aulas ocorram sem problemas. Fomos notificados, através de ofício, das manifestações do SindProfNH”, explica a secretária municipal de Educação, Maristela Guasselli.
Ela também informa que, em caso de prejuízo para os alunos, as horas sem aula terão de ser recuperadas em outro momento. “É obrigatório que se cumpra o calendário escolar. Nos protestos anteriores, fomos notificados de como ocorreria a recuperação das atividades. Os alunos não podem ser prejudicados em perder atividades. E, caso não se tenham aulas nesta quarta-feira, terão de recuperar em outro momento”, afirma Maristela.
Sobre os protestos, a secretária acredita que os professores estejam sendo prejudicados com a Reforma da Previdência, embora seja favorável a atualização de vários pontos que são contemplados na PEC que está sendo analisada no Congresso Nacional.
Maristela reforça que as atividades da Smed serão normais, nesta quarta-feira, inclusive uma reunião com coordenadoras que seria realizada foi adiada para que as profissionais possam estar nas escolas auxiliando em caso de falta de professores.
Na semana passada, o Portal Martin Behrend informou sobre os protestos: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/6237/titulo/professores-lideram-organizacao-de-greve-nacional-da-educacao-contra-medidas-anunciadas-por-bolsonaro

























