A população de São Leopoldo e de municípios vizinhos deve
ficar atenta. A crise na área da saúde leopoldense aumenta.
No centro do
impasse e das discussões estão o governo do Estado, a Prefeitura de São
Leopoldo e o Simers. Pra completar o cenário, ainda tem questionamentos da
população com viagem de CC da Prefeitura para participar de evento na
França.
A partir da próxima segunda-feira (6), o Hospital
Centenário atenderá apenas urgências e emergências. Procedimentos eletivos e
pacientes que não forem classificados como urgentes, serão encaminhados às
unidades de saúde do município.
Segundo o governo do prefeito Ary Vanazzi (PT), as medidas,
tomadas em razão da negativa do Estado de ampliar os recursos para amenizar a
crise financeira enfrentada pela casa de saúde, valerão por 90 dias, e visam ao
reequilíbrio financeiro da casa de saúde, através de ações que deverão
reestruturar o hospital para o tamanho dos recursos que recebe do Estado e da
União. O município continuará com as tentativas de ampliação de recursos junto
ao governo do estado.
O anúncio inclui as seguintes ações: fechamento da
Portaria Eletiva; fechamento de 4 dos 10 leitos da UTI adulto, por não serem
habilitados, ou seja, para os quais a instituição não recebe recursos do
Estado; fechamento de 2 dos 10 leitos da UTI Neonatal, pelo mesmo motivo; e
fechamento da clínica cirúrgica, com a transferência de pacientes que
realizarem procedimentos de urgência para outra clínica de internação.
Segundo o prefeito, o Município não tem condições de
continuar arcando com 78% das despesas mensais do Hospital, que, atualmente,
são de R$ 9 milhões mensais. “Ficamos tristes com esta situação, mas, como
as portas se fecharam para nós, teremos que fechar algumas portas do Hospital
também, para garantir que os casos graves não deixem de ser atendidos. Para os
demais casos, estamos estruturando a Rede”, salientou o prefeito.
Com uma dívida de R$ 44 milhões, o déficit mensal do
Hospital Centenário é de R$ 7 milhões. Referência para mais de um milhão de
pessoas nos vales do Sinos, Caí e Região Metropolitana, a instituição recebe
apenas R$ 255 mil do Estado e R$ 2,3 milhões da União. O restante é bancado
pelo Município.
SIMERS
Nesta quinta-feira (02), o Sindicato Médico do Rio
Grande do Sul (Simers) publicou nota em jornais. Confira o texto na íntegra:
O cenário do Hospital Centenário, em São Leopoldo, permanece
caótico. A crise está diretamente relacionado às seguintes situações:
– ausência de condições de trabalho e atendimento à
população;
– médicos sem receber a integralidade dos seus vencimentos;
– leitos de UTI fechados;
– repasse reduzido de verbas por parte da Prefeitura;
– risco de desassistência à população no mês de maio.
A direção do Simers vem cobrando providências das
autoridades sobre a situação do Centenário. Nada foi feito até o momento.
Enquanto isso, a população fica exposta. Com a palavra o prefeito de São
Leopoldo.
Porto Alegre, 2 de maio de 2019. Dr. Marcelo Marsillac
Matias (Presidente do Simers)
GASTOS COM VIAGEM
No meio da crise da saúde, a revolta de parte da população é
com uma viagem à França subsidiada pelo gabinete do prefeito Ary Vanazzi. Os
servidores Amanda Eberhardt, do Departamento da Juventude da Prefeitura, e Marco Antonio de
Fraga Viaro, do movimento Hip Hop, foram contemplados com recursos públicos para participar do evento Semana da Juventude
de Nanterre.
O vereador leopoldense Brasil Oliveira (PSB) quer mais explicações sobre
o gasto com as passagens: R$ 9.153,52. Afinal, tem crise ou não tem crise na
saúde? Se tem dinheiro para CC viajar para França, onde estão os recursos para
a saúde?
























