Perder tempo com pesquisas e curiosidades que não agregam é uma
tarefa das mais ineficientes. A motivação, para mim, começa na curiosidade, no
propósito e sua ação transformadora! Com esse alinhamento, não há “déficit” de
atenção. Como assim?
Estamos acostumados a utilizar a pesquisa através da
internet, livros, vídeos, jornais, revistas e tudo o que estiver em nossa
frente! É como se tivéssemos uma obrigação em estar atentos a tudo e a todos! É
como se algo nos passasse da percepção a cada instante.
Acidentes acontecem por pessoas que mexem nas redes sociais,
whats, insta, face e não prestam atenção no essencial: dirigir! Usando este
exemplo bem real e claro, vou horizontalizar a reflexão.
Temos uma cota de atenção que nosso cérebro aceita, todos os
dias. Passando desta quota, nossa atenção e produtividade diminuem. A
multitarefa ou multitasking, muito comum atualmente, diminuem da mesma forma a atenção
e a produtividade, confirmado pela ciência.
Podemos dar “conta” do mundo sem nos dispersarmos. O nome é
Foco! Não é o foco restrito de se concentrar em algo e esquecer de tudo e, sim,
o conjunto de informações, habilidades e skills que devemos ter de acordo com
nosso propósito e com o mercado atual e futuro!
O propósito tem relação com nossa essência! Propósito é o
uso da essência! É a maneira pela qual atuamos no mundo com um interesse maior
do que nós mesmos, em benefício da humanidade no cumprimento de nossa missão!
É daí que a verdadeira curiosidade vem e não aquele efêmera
baseada nas superficialidades da vida e das exterioridades. Nossa atenção
dispersa está nos trazendo problemas e estamos ficando intoxicados
digitalmente. Os cientistas de dados têm afirmado que uma série de doenças,
inclusive a depressão, advém da utilização desenfreada de informações digitais,
apps e equipamentos.
A procrastinação é outra situação que nos atinge. Nosso
cérebro quando enfrentado com algo difícil, já que recebemos quase tudo pronto,
escolhe burlar o seu ciclo de aprendizagem e escolhemos as redes sociais para
“ganhar” tempo, ou outra atividade que não exija maior esforço, seja um programa
de televisão ou uma série na Netflix.
Nada errado em descansar e aproveitar a vida! A questão é
que muitos não estão conseguindo cumprir suas tarefas e perdendo em
produtividade e saúde para essa situação. Vários psicólogos amigos tem me
contado inúmeras dessas experiências em seus consultórios.
Pessoas que não conseguem cumprir simples tarefas e vícios
novos em função da tecnologia. O estado de alerta que o simples WhatsApp nos
proporciona da disponibilidade 24 horas por dia, aumenta a atividade cerebral e
nos traz uma série de problemas, inclusive insônia.
Curiosidade, Criatividade e Inovação
É nesta ordem que o mundo sofre disrupções que iniciam com a
eterna curiosidade com foco e propósito. Essa a questão! Alinhar a si com as
vontades de realização! Não basta saber de tudo e não fazer nada, ou não saber
nada e querer tudo!
A simples organização de nossa rotina quando é claro para
nós a que viemos fazer nesse mundo e valorizamos as pequenas coisas, que
juntas, constroem as grandes realizações, transforma uma pessoa perdida e
estressada em alguém capaz de usar as inúmeras possibilidades que tem ao
máximo.
Há várias ferramentas práticas que usamos diariamente e que
auxiliam muito e que a maioria tem acesso, pois tem smartphones. A agenda, por
exemplo. Se você mapear as suas atividades e os tempos que utiliza com agendas
de diferentes cores, perceberá como está usando seu tempo, única propriedade
real nossa.
A tecnologia vem para nos auxiliar e conectar a um mundo
fantástico. Mas a questão é mais simples do que parece. Não basta desligarmos o
celular, o computador e ficarmos desconectados. A real desconexão acontece
quando estamos conectados conosco. Focados em nós! Profundamente!
A partir daí temos uma curiosidade real, uma criatividade
pura e única e uma inovação impactante e disruptiva. De novo: o mercado
aceitando e sendo algo realmente útil, temos uma fórmula muito simples de
participar de uma nova era de descontinuidade.
Todos temos o mesmo acesso. Costumo comentar com meus alunos
que o mesmo celular que temos em mãos é igual ao que o Steve Jobs tinha. O que
nos difere?
É claro que a comparação com um gênio não nos deixa muita
margem! Por quê não? Se estamos desorganizados e perdidos numa selva humana e
digital, se estivermos conectados e ligados no que é único e real com
curiosidade a pleno, o que poderia acontecer?
Qualquer situação! Esse o nosso empoderamento atual! Somos livres se escolhermos amplificar o que de mais puro e
único temos, sem amarras ou crenças restritivas. O passado deve ficar onde ele
está: no passado! Aprenda com ele mas não se prenda a ele!
Use as ferramentas do presente para criar seu futuro com seu
propósito livre e sua consciência tranquila: AGORA! Plante curiosidade
autêntica e colha criatividade e inovação singulares!
César
Silva é Mentor de Negócios, Consultor,
Professor, Palestrante e Escritor – CEO @cesarsilvasimplesmente
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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