Quem disse que a vida de candidato a vereador é fácil? A
campanha reserva muitos episódios insólitos e nem sempre agradáveis. Quem
experimentou uma sensação diferente na largada da campanha eleitoral foi o
candidato a vereador pelo PMDB de Dois Irmãos, Mauro Hahn, 28 anos. Estreante
em eleições, ele foi surpreendido com um ataque de cachorro nesta
segunda-feira. O episódio terminou com Hahn no chão tentando se defender de
nova investida do animal. Confira a seguir a entrevista concedida ao Portal
Martin Behrend:
– O que houve exatamente nesse episódio do cachorro?
Comecei minha caminhada nesta semana para visitar o maior
número possível de casas durante esta campanha para apresentar-me para as
pessoas e dar a conhecer minhas propostas de trabalho. Prefiro não mencionar o
nome da rua e do bairro onde estive na segunda-feira. O que aconteceu é que
estava quase no final da rua. Em uma das casas, conversei com o morador por
alguns instantes. Depois, fui na casa ao lado onde não tinha ninguém e só tinha
mais uma casa para visitar ali. Vi que tinha gente em casa e resolvi bater
palma. Logo escutei um cachorro latindo e, quando me virei, vi o Boxer correndo
em minha direção. Quando ele foi me dar uma mordida, consegui desviar. O
cachorro tentou avançar de novo e eu acabei desequilibrando e caindo no chão de
costas. Neste momento, se aproximou o cachorro da casa onde eu estava e os dois
começaram a brigar. Aproveitei para me levantar e já vi o dono do cachorro
vindo para segurá-lo. Uma outra vizinha também veio ver o que estava
acontecendo e me ajudou a sair do pátio.
– Que lição fica desse episódio, já que tem quase 40 dias de campanha pela
frente?
Depois do ocorrido voltei para o carro. Mas como a prefeita Tânia da Silva diz
que temos que visitar a última casa da rua, me senti na obrigação de retornar.
Quando cheguei na casa, agora de carro, já não tinha mais ninguém. Deixei o
panfleto na cerca. Ao me retirar, percebi que tinha uma viatura da Brigada
Militar ali. Os vizinhos queriam que uma medida fosse tomada para que o cão não
voltasse a se soltar.
De hoje em diante, qualquer latido que vou escutar, já vou ficar mais atento
para ver se é preciso correr ou não. Avisei também meus colegas candidatos a
tomarem cuidado quando forem fazer alguma visita. Também pedi apoio nas redes
sociais para que as pessoas que têm cachorros mais perigosos que tomem as
medidas de segurança necessárias para que seus cães não fujam. Fui eu, mas
podia ter sido uma criança, um idoso, um carteiro, uma pessoa fazendo caminhada…
E sempre vou levar uma outra muda de roupa no carro se acontecer algum
incidente desses.
– Pensa em desistir da campanha após o susto ou está preparado para outras
situações inesperadas? Vale a pena correr esses riscos por Dois Irmãos?
Logo depois do ocorrido, muitos começaram a brincar que nem os cachorros gostam
de políticos. Mas este fato não é motivo de desistir da campanha. Ao aceitar
ser candidato, sabia que muitos estão descontentes com a política nos dias de
hoje e não querem se envolver. Mas coloquei meu nome à disposição para renovar
a política. O trabalho não pode parar. Mas espero não encontrar mais cachorros
soltos por aí. Vale a pena continuar trabalhando para seguir melhorando nossa
Dois Irmãos.
– O que vai mudar no teu jeito de abordar as pessoas e fazer visitas? Ou segue
tudo igual?
Depois do ocorrido na tarde de ontem, troquei de roupa e segui visitando casa
por casa. Por ser minha primeira eleição, acho importante ter este contato com
as pessoas para apresentar-me e dizer o que quero fazer na Câmara de
Vereadores. E claro, este tipo de trabalho começou agora e, caso eleito, quero
seguir visitando as casas para saber das necessidades das pessoas.

























