Desejo!
Desejos são sonhos que podem ou não virar realidade. São oportunidades
que temos de imaginar, validar, testar, criticar e desenvolver ideias e
ideais sem custo. E se a razão permitir, assim como o bolso, colocar em
prática. Mas não sei se seria tão caro assim…
Era
uma vez uma cidade (EUVUC) chamada compreensão: um lugar onde as
pessoas tentam entender as razões de cada uma sem interpretar de
qualquer jeito a vida ou as dificuldades de ninguém e a coletividade não
valorizava a mentira.
EUVUC
chamada responsabilidade: cada um era responsável por suas realizações
cabendo ao público o que lhe era de competência essencial. Desde o
cuidado com seu próprio lar até o passeio público. Os bens públicos
então, esses sempre estavam um brinco.
EUVUC
chamada humildade: onde todos se conheciam por suas qualidades e
defeitos e o nome ou sobrenome era o que menos importava. A origem, o
sexo, o tamanho, a cor e a raça não faziam diferença. E mais, todos se
sentiam eternos aprendizes e procuravam fazer o melhor de si, e não ser o
melhor de todos.
EUVUC
chamada perdão: como tinham humildade, compreensão e responsabilidade,
praticavam a empatia como uma bela forma de compreender que todos eram
humanos, como erros e acertos no caminho da evolução.
EUVUC
chamada respeito: o limite de atuação de cada um avançava até o limite
onde tocava a responsabilidade do outro, respeitando o que tinham de
diferenças e buscando na atuação em rede a melhor convivência.
EUVUC
chamada otimismo: as pessoas enxergavam o lado bom dos problemas, como
parte da solução e aprendizado do mesmo. Defendiam seus direitos e ao
mesmo tempo se colocavam no lugar daqueles que gratuitamente se
ofereciam para legitimarem as decisões coletiva maiores.
EUVUC
chamada status: a única medida de status que existia era a quantidade
de horas que cada um serviu em benefício do outro. Diziam que aprenderam
na escola que nível diferente era atributo de rios ou mares.
EUVUC
chamada atenção: todos eram solícitos e não deixavam de conversar
fisicamente com as pessoas em troca de uma conversa por celular ou
aplicativos de comunicação. São muito impessoais e não mostram a ninguém
a importância do coletivo, apesar de necessários, diziam seus
moradores.
EUVUC
chamada gratidão: onde aqueles que eram mais velhos, mais vividos, eram
respeitados pelos mais jovens, que auxiliavam na sua velhice. E a
oportunidade que todos tinha, falada em cada esquina, era aprender que a
vida valia o esforça para ser vivida.
EUVUC
chamada segurança: o coletivo era tão forte que se responsabilizava por
todos, sem dar a quem não merece, mas estimulando a ser merecedor.
Havia tanto tempo que uma pessoa não era molestada, que as delegacias da
cidade serviam como ponto turístico, em uma época em que era o centro
do noticiário e da atenção.
EUVUC
chamada educação: desde antes de nascer os filhos, os pais eram
orientados a como melhor se dedicarem a eles, a fim de destinaram bom
tempo a sua educação e formação moral. Todos eram professores e alunos,
diziam, pois o aprendizado era realizado em qualquer lugar e da forma
mais acessível a cada um, quase de forma personalizada.
EUVUC
chamada saúde: como a prevenção, a atenção e a responsabilidade eram
uma cultura local, haviam poucos médicos, mas muitos conhecedores de
boas práticas de vida. Aparelhos gratuitos de vigilância da saúde era
comuns em todos os lugares e detectavam a menor variação no equilíbrio
corporal. Era pouca, pois se alimentavam bem e gostavam de respeitar
aquele que os levava na caminhada terrena.
EUVUC…e assim vai!
Você
pode continuar esse texto na sua casa, no seu trabalho ou em qualquer
lugar. Basta pensar como você gostaria que fosse o lugar onde você
sairia correndo para morar. Faça um esforço de imaginação, um esforço de
sonhar!
E
quando acordar, eleja algumas prioridades e comece a trabalhar por sua
comunidade onde você estiver. Um sonho se torna realidade quando muitos
acreditam, muitos realizam e muitos vivenciam, não aceitando mais do
jeito que está.
Mas
aviso: se o sonho se tornar realidade, espalhe com vontade que
certamente nesta comunidade eu gostaria de estar! Vamos ao desafio?
Que EUVUC faça um VUCOVUCO mental e se torne um VUCOVUCO real!
César Silva é professor, escritor, consultor, mentor – Head of Business @cesarsilvasimplesmente, Professor/Tutor Externo IERGS/Uniasselvi, Conselheiro da Fenac S.A.
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br . Disponível em www.cesarsilvasimplesmente.com.br e www.inspirandorumos.com.br.
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