A Câmara de Novo Hamburgo aprovou, em decisão unânime na tarde desta quarta-feira (17), projeto de lei apresentado pela Prefeitura que concede o nome Kinho Nazário ao Auditório da Casa das Artes, localizado na rua Primeiro de Março, 59, no Centro. É o prédio da antiga Semec 2, que foi recuperado e restaurado.
A matéria aprovada pelos vereadores homenageia o ator e diretor de teatro com forte atuação em Novo Hamburgo, que faleceu em setembro de 2017. O projeto ainda passará por nova apreciação na próxima segunda-feira (22). A Casa das Artes, que deveria ser inaugurada em 27 de setembro, ainda não foi aberta ao público e a nova data não está definida em razão de ajustes que precisam ser concluídos na obra.
Nascido em São Leopoldo em 4 de junho de 1960, José Carlos Nazário logo se aproximou à vida artística. Com seu amigo de infância Elário Kasper, montou o grupo de teatro amador Confiantes no Futuro, que encenou peças por palcos da região. Kinho acabou se tornando representante da vanguarda da cena teatral hamburguense. Participou do surgimento de diversas iniciativas que, mais tarde, dariam origem a tradicionais grupos da cidade.
Novamente com Kasper, montou a Companhia Traste Show em 1979, por meio da qual se apresentou na reinauguração do que hoje é a Casa das Artes de Novo Hamburgo. Participante ativo em movimentos culturais, escreveu dezenas de comédias e dramas, foi professor de teatro da rede municipal de ensino e ministrou oficinas de formação. Kinho faleceu após complicações decorrentes de um câncer ósseo, que o acompanhou durante seus últimos 12 anos de vida.
Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Professor Issur Koch (PP) enalteceu a iniciativa do Executivo em homenagear o ator. “Kinho Nazário foi uma grande referência para a cultura da nossa cidade, sendo, mais do que um grande artista, um grande professor. Com essa homenagem, reconhecemos de forma póstuma o trabalho de um excepcional artista da nossa cidade”, salientou.
CASA DAS ARTES
As obras na Casa das Artes tiveram o patrocínio da RGE, financiamento do Pró-Cultura RS – Lei de Incentivo à Cultura do Estado, apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), realização da Prefeitura de Novo Hamburgo e planejamento e gestão das empresas Lahtu Sensu Administração Cultural e Cida Cultural.
O valor total do projeto foi de R$ 4.139.178,30, com financiamento do Pró-cultura RS LIC/ Patrocínio RGE Sul: R$ 3.725.076,47 e contrapartida da Prefeitura de Novo Hamburgo de R$ 414.101,83.
O endereço ficou conhecido como a antiga Semec 2 e berço da Universidade Feevale, já que ali funcionou o Instituto de Belas Artes.
























