Esta semana tudo girou em torno do encontro, justo no Dia
dos Namorados, de Trump e Kim Jong-un.
A Coréia foi anexada ao Japão em 1905. Com a derrota do
Japão na Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pelos Estados Unidos e Rússia.
Como o Norte não aceitou eleição supervisionada, criaram-se a duas Coréias, o
que as levou à guerra por território, em 1950. Na verdade, uma guerra entre EUA e
Rússia, com palco na Coréia, ondem morreram muitos soldados das três ou mais
nacionalidades
A do Sul ficou como uma República de fato, alinhada com o Ocidente. A do Norte fechada num regime
comunista, com uma ditadura feroz e familiar. As grandes jazidas de minério sempre estiveram no Norte, e era disso que
os coreanos do norte e os russos não queriam abrir mão.
Fizeram um governo que desconsiderou todos os princípios do
respeito humanos, e se tornaram um poder na indústria bélica, especificamente
em bombas nucleares.
Considerados inimigos do Ocidente, justamente por continuar
com sua nuclearização, não aceitaram nenhum pedido do mundo inteiro para acabar
com isso, mesmo que com pesadas sanções impostas.
Há menos de meio ano, fizeram varias demonstrações do seu
poder bélico, mostrando que poderiam lançar uma bomba que atingisse os Estados
Unidos.
É um pais de 25 milhões de habitantes, onde 97% das estradas
não são asfaltadas, somente 11 de cada 1000 pessoas têm um carro, e cultuam
coisas como não poder rir, nem falar alto, nem dançar e nem beber álcool, no
dia 8 de julho, aniversário de morte do pai do atual mandante. A sua capital
Pyongyang é povoada somente pela elite fiel ao regime, e é uma cidade modelo
impecável. Mas às 21 horas tudo fecha,
apagam-se todas as luzes, com exceção das estátuas dos líderes.
Pela sua birra contra tudo e contra todos, sentem-se agora alçados à altura do que
queriam, podendo sentar-se à mesa com a maior potência do mundo, como um
igual. Sintomático o mesmo número de
bandeiras dos EUA e Coréia do Norte no evento.
E negociam o desarmamento nuclear. Dois malucos sentados à mesa negociando o futuro do planeta.
Temos mesmo de mostrar ao mundo que somos perigosos e loucos,
para que tenhamos valor e respeito? Podemos fazer tudo o que queremos, e depois negociar e
sermos recebidos como líderes? E todos os que morreram nessas lutas sem fim?
E o povo da Coréia do Norte, doutrinado a vida toda que os
EUA são inimigos? Kim sabe que não é
assim, porque ele estudou na Europa. Esse povo vai obedecer e baixar a cabeça como sempre, porque vive numa
ditadura fechada!
Que sirva de reflexão para quem quer de volta a ditadura no
Brasil.

























