Dias
antes do início da Copa do Mundo, neste mesmo, espaço escrevi algumas linhas
falando sobre minha expectativa sobre o maior torneio de futebol do planeta.
Em resumo, escrevi que, por diversos motivos, seria uma Copa do Mundo diferente
das demais edições.
Passados
alguns dias da grande final que consagrou, merecidamente, a Argentina como
tricampeã mundial, eu volto a escrever. E posso dizer que não estava errado. Afinal,
foi mesmo uma Copa diferente.
Foram
mais jogos em um mesmo dia, mas dias sem jogos; torcidas com grande apelo
emocional. Por tudo isso penso que foi, sim, uma Copa diferente, mas especial
e muito legal de se assistir.
Dentro
de campo, como sempre, tivemos surpresas positivas e negativas. A Alemanha,
mais uma vez, decepcionou. A nossa seleção canarinho também deixou a desejar –
mas aqui caberia um outro texto somente para detalhar a nossa seleção – e o sonho do
hexa, mais uma vez, foi interrompido em uma quartas de final, e com uma
seleção europeia no caminho.
Tirando
esse período de frustração, valeu muito a pena ver o Marrocos em campo e sua
torcida na arquibancada. Foi, sem dúvida, a seleção que caiu no gosto de todos e mostrou
que a África também produz excelentes jogadores e com capacidade para ir longe
em uma Copa do Mundo.
A
França, mesmo com o vice-campeonato, também mostrou que está em alto nível e
tem muito a evoluir nos próximos anos.
Como
não poderia deixar de ser, a Argentina foi o grande destaque. Não só pelo
título, mas porque soube se reinventar ao longo da competição. De uma estreia
desastrosa, terminou o torneio vencendo a maior final de todos os tempos e um
dos jogos de futebol mais emocionante da história.
E muito desse mérito dos
nossos vizinhos sul-americanos passa pelo talento de Messi. Ele é sobrenatural,
seu talento é algo esplêndido e vê-lo é campo é um privilégio. Não vou entrar
no mérito se é maior que Maradona ou não, se é melhor que Cristiano Ronaldo ou
não, fiquem vocês com suas opiniões, mas celebrem o fato de poder ver Messi.
Ele é um ser raro dentro de campo.
Com
torcidas, com alegrias, com decepções, com Marrocos e Argentina, é possível
afirmar que foi uma grande Copa e uma Copa diferente, que ficará nas nossas
memórias por um bom tempo e nos deixar ansiosos para a próxima edição. E que
seja na América o hexa brasileiro.

























