Durante a manhã desta terça-feira (08) o Exército brasileiro,
acompanhado de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT), vistoriou os Lotes 1 e 2 da duplicação da BR-116, além
de uma área de apoio para extração de material para a obra.
O objetivo da
inspeção foi de mostrar aos técnicos do Exército as condições do segmento para
que então eles possam definir se será possível firmar um convênio e assumir a
continuidade dos trabalhos no segmento de 50 quilômetros, entre Guaíba e Tapes.
Conforme o comandante do 4º Grupamento de Engenharia (4º Gpt
E) do Comando Militar do Sul, coronel Rogério Siqueira, a próxima etapa será
dar início aos estudos técnico, ambiental e financeiro. “Próximo passo é o
estudo completo com topografia, laboratório, o mais detalhado possível.
Precisamos ter muito cuidado e tranquilidade para decidir. Hoje estivemos aqui
para nos familiarizarmos com o processo desta obra”, disse.
Segundo o coronel Siqueira, os estudos darão ao “4º Gpt
E” a dimensão dos serviços que precisam ser realizados. “Só a partir dele
poderemos decidir se vamos assumir a obra, quando e quanto tempo levará para
concluí-la”, ressaltou, sem arriscar datas para terminar os estudos ou mesmo
para iniciar a retomada dos serviços.
Caso o Comando Militar do Sul assuma a execução das obras
nos Lotes 1 e 2, os trabalhos serão realizados pelo 1º Batalhão Ferroviário de
Lages (SC). Para o analista de infraestrutura do DNIT/RS, Hiratan Pinheiro da
Silva, a vistoria é um passo importante para a concretização do convênio. “Hoje
eles conheceram a equipe do DNIT, a área de apoio (pedreira) e agora o Exército
começa a fazer a avaliação de campo”, destacou Hiratan.
Já para o chefe da Unidade Local do DNIT, em Pelotas,
Vladimir Roberto Casa, o Exército demonstrou interesse em assumir a obra. “Eles
tomaram conhecimento do básico da obra. Agora vão fazer uma avaliação
aprofundada. Estamos otimistas”, comentou Casa sobre a possibilidade de os
serviços retornarem o quanto antes.
HISTÓRICO
Sem previsão de conclusão, os Lotes 1 e 2 estão
paralisados desde agosto de 2016 e janeiro de 2017, respectivamente. No
primeiro segmento, entre Guaíba e Barra do Ribeiro, foram executados 62,2% dos
serviços. Já o segundo trecho, de Barra do Ribeiro até Tapes, foram realizados
70,5% dos trabalhos previstos para o trecho. Atualmente toda a duplicação da
BR-116/RS, entre Guaíba e Pelotas, está cerca de 60% concluída e os Lotes 4, 5,
6 e 7 (de Camaquã a São Lourenço do Sul) são os que estão com trabalhos em
andamento.
Ao todo foram investidos mais de R$ 791 milhões na obra e
são necessários outros R$ 600 milhões para concluir os 211,2 quilômetros.

























