No Rio Grande do Sul, já existe a Semana Estadual de
Conscientização sobre a Síndrome de Down, criada pela lei 14.866, de 11 de maio
de 2016. Em 2018, foi realizada a segunda semana. Agora, é a vez de Novo Hamburgo.
Na quarta-feira (21), data em que se celebrou o Dia
Internacional da Síndrome de Down, os parlamentares hamburguenses aprovaram por
unanimidade em segundo turno o Projeto de Lei nº 8/2018, que institui programa
de orientação sobre essa alteração genética. A proposta constitui-se em ações
transdisciplinares do poder público, em parceria com a sociedade civil
organizada, voltadas para o combate ao preconceito e para a educação, qualidade
de vida, trabalho e apoio às pessoas com a síndrome, seus familiares,
educadores e agentes de saúde.
O projeto também institui a Semana de
Conscientização sobre Síndrome de Down, a ser realizada anualmente entre os
dias 21 e 28 de março. Inicialmente proposto pela Mesa Diretora, a matéria
segue ao Executivo assinada pelos 14 vereadores.
Os objetivos do Programa Municipal de Orientação sobre
Síndrome de Down incluem a sensibilização da sociedade a partir de atividades
de conscientização e divulgação de informações sobre a condição e o
aprimoramento da interação entre familiares, profissionais de saúde e educação
e pessoas com a síndrome. Os vereadores destacam que ações educativas e
orientativas ajudam a desconstruir o preconceito e a falta de informação.
Novo Hamburgo conta hoje com cerca de 200 pessoas com essa manifestação
genética. “Estou emocionada na data de hoje, quando lembramos o Dia
Internacional da Síndrome de Down e aqui será votado um projeto que busca
conscientizar a sociedade. Por meio do esclarecimento e conhecimentos
atualizados sobre o assunto teremos mais inclusão. Agora falo como mãe.
Queremos para os nossos filhos respeito e oportunidades iguais na educação, na
saúde e no mercado de trabalho”, disse Ana Paula Noronha, presidente da
Associação dos Familiares e Amigos do Down 21 – Afad21/NH.
“Ninguém trabalha sozinho. Esse projeto é fruto de uma
construção coletiva. O empenho da Afad21 em ajudar na construção deste projeto
é exemplar. Fico honrado em fazer parte deste momento e juntos lutaremos contra
o preconceito e por condições iguais às pessoas com síndrome de Down”, declarou
o presidente da Câmara, Felipe Kuhn Braun (PDT).
“Quando o preconceito é explicado por uma pessoa sem
esclarecimento, temos pelo menos a justificativa da ignorância pela falta de
conhecimento sobre o assunto, mas claro que não serve para legitimar esse
preconceito. Lamentamos muito quando pessoas esclarecidas praticam esse
preconceito, ajudando a disseminar as injustiças àqueles que nascem com Down”,
disse Enio Brizola (PT).
























