Era 1989 ou 1990. Eu estava deixando o treino de tênis na quadra 4 da Sociedade Aliança, em Novo Hamburgo. Do lado de fora, estava chegando a turma dos guarda-pós amarelos: os tenistas que tinham aula de tarde na Fundação Evangélica, unidade da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH),
e desciam a lomba da Rua Frederico Mentz enlouquecidos para treinar no final de tarde. Entre estes, estava o hamburguense Rafael Ribeiro Mädke.
Naquele dia ensolarado, enquanto eu guardava meu material e o Rafael
se preparava para entrar em quadra, conversamos sobre as aulas na Fundação e ele
revelou que a minha raquete era formada por átomos e moléculas. Fiquei espantado pela descoberta sem entender a profundidade do tema. Mas era um assunto que o Rafael,
que estudou no Pindorama e na Fundação Evangélica,
tinha muita curiosidade e veio dividir comigo –
alguns anos mais novo –
esse conhecimento.
Passados mais de 25 anos desse episódio – não me perguntem por que gravei essa cena e esse diálogo! –, liguei para o Rafael nesta semana. Não para falar diretamente de átomos, moléculas ou de nossas frustradas carreiras tenísticas. Com ele completando 20 anos da sua formatura em Farmácia pela UFRGS, falei que o motivo do telefonema era
uma entrevista a respeito do sucesso da empresa que ele fundou em Porto Alegre, o Grupo RPH – produz medicamentos radioativos que, injetados na veia do paciente, facilitam uma imagem completa do órgão doente para dizer exatamente o que funciona melhor para curar aquele órgão. “Não é só a questão da precisão no diagnóstico que atingimos. Nosso trabalho tem influência na medicina personalizada, com tratamento adequado e prevenções especificas para cada caso”, explica.
O Grupo RPH foi a primeira empresa privada do Brasil a produzir kits específicos para a Medicina Nuclear. Basicamente e espantosamente, começou a concorrer com os laboratórios do governo federal e poderosas multinacionais no segmento de material radioativo. O ambiente fértil e empreendedor do recém-criado Tecnopuc, na PUCRS, foi adequado para a expansão do negócio, que começou com o farmacêutico hamburguense e um estagiário. Hoje, a equipe é composta por 60 colaboradores e, dos 450 serviços de Medicina Nuclear no Brasil, 70% são clientes do Grupo RPH. “A Medicina Nuclear é antiga e o Rio Grande do Sul foi pioneiro neste serviço. Mas ela está crescendo rapidamente, pois estão sendo descobertos novos radiofármacos para tumores específicos”, ensina. “Além das vantagens para a saúde, tem a questão da redução dos custos, pois conseguimos evitar tratamentos muito mais caros, inclusive com onerosas cirurgias”, complementa.
A experiência bem-sucedida do Grupo RPH serviu para posicionar Rafael Mädke como Empreendedor Endeavor. A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Está presente em mais de 20 países e com oito escritórios em diversas regiões do Brasil. Foi esse novo patamar que está permitindo a Rafael dividir com milhares de pessoas suas experiências, projetos, desafios, ambições e planos. “Queremos seguir crescendo para sermos líder e referência no setor. E para salvar cada vez mais vidas emitindo radiação”, destaca Rafael, filho do pediatra Henrique Mädke e de Neiva Ribeiro Mâdke, irmão da Simone, do
Gabriel e do Rodrigo,
marido da
Patrícia,
pai de três lindas meninas, colorado e trialeta.
A Endeavor divulgou, recentemente, um vídeo realizado com a trajetória de Rafael Mädke e o Grupo RPH. Vale conferir no seguinte link: https://endeavor.org.br/sonho-grande-rafael-madke/
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