A quem interessa a criação da Superliga da Europa?
Simplesmente, aos donos de clubes ricos.
Assim podemos resumir essa ideia esdrúxula
que circula nos principais portais de informações, desde domingo. A união destes
clubes, que nos cofres não verificam problemas há anos, serve simplesmente para
engordar ainda mais as receitas. O pior disso tudo é que, caso essa ideia
prospere, a falência emocional do futebol começa a ganhar força.
Todos os méritos de uma conquista esportiva estão
no rendimento e esforço de um atleta, mas, sem dúvida, a inspiração maior para
estes profissionais está na torcida, no apoio recebido, no prazer de dividir
essa alegria.
Tudo isso elencado acima fica distante com uma
possível efetivação desta liga, que nada mais é que a busca por maiores
receitas e enriquecimento dos clubes.
Até o momento, os participantes da nova Liga são Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, da Inglaterra; Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, da Espanha; e Inter de Milão, Juventus e Milan, pela Itália. Outros três clubes são aguardados para completar o grupo inicial de integrantes do torneio.
Um dos presidentes dos clubes chegou a dizer que o
futebol não tem graça se uma dessas equipes não está em campo na partida. Como
assim? Isso não se sustenta. E sabe por quê? Pelo simples fato que existe o
futebol de divisões inferiores, os estaduais, os regionais, etc.
O que já
presenciei de emoção em uma partida da Segundona Gaúcha é totalmente comparável
a emoção de um gol do Neymar na final da Champions League. Afirmo isso pois
conheço o futebol do interior, o futebol profissional do Brasil e sei das
dificuldades que existem nesse meio, mas sei também da dedicação desses profissionais
e da entrega em campo para vencer, fazer jus ao salário e dar alegria para a
torcida.
Portanto, suplico a estes cartolas que só pensam na
questão financeira para reavaliar a ideia de não levar adiante a Superliga Europeia.
Assim como não quero o fim dos estaduais, não posso concordar com essa loucura.
Vida longa aos estaduais, vida longa ao futebol
raiz. Vida longa para os torcedores apaixonados.

























