O município de Ivoti sediou o curso “Resgate de fauna: teoria
e prática”, ministrado pela bióloga Renata Cardoso Vieira,
ex-funcionária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto
Alegre, na terça-feira, dia 23, junto ao miniauditório da
Prefeitura. A profissional tratou da fauna silvestre da região e
como proceder em caso de acidentes com os animais, orientações aos
munícipes, resgates e licenciamento ambiental. Além dos
funcionários de Ivoti, estiveram presentes representantes das
secretarias de Canela, Bento Gonçalves e Lindolfo Collor.
Segundo
a analista ambiental Maiara Oliveira, com a chegada da
primavera/verão, crescem o número de moradores que procuraram para
tratar do que fazer com a fauna. “Notamos, inclusive, muitos
conflitos urbanos e resolvemos organizar este curso para entender em
quais momentos deveríamos interferir de fato ou apenas realizar a
educação ambiental”, informa.
Na
parte da manhã, a ministrante explicou sobre como proceder com cada
grupo de animal, principalmente aves, répteis e mamíferos. Durante
a tarde orientou questões de licenciamento e fiscalização, como
por exemplo o que solicitar em laudos de fauna e como proceder em
situações de cativeiro ou contrabando. “Esta dificuldade de lidar
com os animais silvestres pela população é decorrente da falta de
conhecimento, daí a importância em orientarmos”, disse a
licenciadora Sarah Peixe.
Sarah
aprovou especialmente a explicação sobre as serpentes.
“Recentemente encontramos uma cobra atirada na frente da Secretaria
de Meio Ambiente. Ela estava morta com a cabeça esmagada. A pessoa
que a matou infelizmente não sabia que a cobra era uma Dormideira
Cinzenta (Sibynomorphus cf. Neuwiedi), a qual não tem veneno
nenhum, não é agressiva e alimenta-se apenas de lesmas”,
explicou. “A cobra, na verdade, estava cuidando do jardim do
munícipe! Porém, a simples visão do animal causou tanto medo que
este não pensou duas vezes antes de matá-la.” continuou a
licenciadora.
EM
BUSCA DA CONVIVÊNCIA HARMÔNICA
A
palestrante reiterou que não é preciso ter medo dos animais, apenas
respeito. “É necessária a convivência harmônica com a fauna no
meio urbano”, disse. Ela passou ainda 3 dicas fundamentais: 1) Não
acariciar ou brincar com o animal silvestre, apenas deixá-lo e ele
seguirá seu caminho. 2) Não tratar o animal machucado, pois isso
acaba agravando a situação dele em 90% dos casos. 3) Quando
realmente necessário o manuseio, fazer somente com o uso de luvas.
“Muitos animais silvestres podem ser vetores de doenças que passam
ao ser humano, como pássaros ou até mesmo as tartarugas, portanto
não devemos tratá-lo como um animal doméstico”, disse Renata.
A
Secretaria de Meio Ambiente tem se organizado para aquisição de
equipamentos e treinamentos para resgate de alguns tipos de animais
selvagens, entretanto muitos deles continuarão como responsabilidade
de outros órgãos, como Patram, Vigilância Sanitária e Bombeiros,
como é o caso de abelhas, aracnídeos, animais de tráfico e aqueles
que são vetores de doenças relacionadas à saúde pública.
“Uma
das dificuldades percebidas no município de Ivoti no quesito resgate
de animais silvestres é a ausência de ONGS e clínicas veterinárias
especializadas em silvestres para parcerias, já que isso é uma das
principais ferramentas com as quais a SMAM conta para atuar em Porto
Alegre”, aponta Maiara.
Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Ivoti

























