Terça-feira, 12 de julho de 2022. Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS).
O Poder Legislativo gaúcho rejeitou o projeto de lei que autorizaria o governo estadual a destinar R$ 495 milhões para obras em estradas federais – de responsabilidade do governo federal.
A intenção do governo estadual era firmar, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), aditamento aos contratos mantidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com o objetivo de executar obras e serviços nos trechos da malha rodoviária federal no âmbito do território do Estado do Rio Grande do Sul. Para isso, pretendia abrir um crédito especial para o atendimento das respectivas despesas, até o limite de R$ 495 milhões.
A BR-116, no trecho do Vale do Sinos, seria beneficiada com obras de impacto para milhões de gaúchos. Um dos argumentos para esse recurso estadual ser investido é a dificuldade do governo federal em acelerar ou viabilizar as obras com impactos por décadas na região. Motivo: falta de recursos.
Terça-feira, 12 de julho de 2022, e quarta-feira, 13 de julho de 2022. Congresso Nacional, em Brasília (DF).
Em dois dias desta semana, deputados federais e senadores aprovaram a PEC Kamikaze, a PEC das Bondades Eleitorais. A proposta foi elogiada e apoiada pelo governo federal.
Em somente cinco meses, serão distribuídos mais de R$ 40 bilhões de reais em auxílios. Entre outros pontos, aumenta o valor do Auxílio Brasil, amplia o Vale-Gás e cria um “voucher” para os caminhoneiros.
A proposta dribla leis fiscais e eleitorais ao criar um estado de emergência este ano para conceder diversos benefícios a menos de 100 dias da disputa presidencial, distribuindo com fartura cerca de R$ 40 bilhões.
FARRA
Não tem dinheiro para investir em rodovias federais no Rio Grande do Sul. São obras que ficarão por décadas, vão impulsionar o desenvolvimento. Pontes, viadutos e outras melhorias. Mas o argumento é que não se tem recursos disponíveis: R$ 495 milhões
Mas se não tem dinheiro pras rodovias do governo federal no RS, o mesmo governo federal articula a aprovação de mais de R$ 40 bilhões para serem torrados em apenas cinco meses. De agosto a dezembro. E depois, deu. Ou seja, não é um programa a longo prazo, não pensa em como “atacar” os graves problemas econômicos e estruturais das famílias brasileiras. São bilhões a poucas semanas das eleições.
É farra, é iludir as pessoas, é rombo nas contas públicas, é uma conta que vai ser paga por toda a sociedade.
Ah, e direita, esquerda, centro votaram unidos: foram mais de 400 votos de deputados e senadores. O único deputado federal gaúcho que votou contra essa gastança foi Marcel van Hattem (Novo).
O governo federal não tem R$ 495 milhões para infraestrutura nas estradas federais do RS. Mas arrumou R$ 40 bilhões para fazer agrados por somente cinco meses em período pré-eleitoral.
Migalhas – DE NOVO – pra população. Que vai votar nos que jogam migalhas. Num ciclo de vícios, de atrasos, de humilhação, de corrupção. E os que iriam mudar, fazem pior. Lamentável.

























