Economia impactada por uma inflação de mais de 60% em 12 meses. Desvalorização de sua moeda. E, há três dias, vendo seu ministro da Fazenda, Martín Guzmán, pedir demissão do cargo em carta ao presidente Alberto Fernández.
A situação da economia na Argentina é bem complicada – de novo.
E esse quadro preocupante reflete em negócios no Brasil.
Segundo
principal destino do calçado brasileiro no exterior, o país voltou
a impor restrições às importações do setor.
Na última semana de junho, o
Banco Central da República Argentina (BCRA) alterou as condições de
acesso ao Mercado Único de Câmbio para pagamento de importações.
A
medida tende a limitar, temporariamente, as importações, de modo a
conter a saída de divisas do País e manter o nível de reservas
internacionais.
Até 30 de setembro de 2022 os pagamentos das mercadorias
só serão liberados após 180 dias.
O
presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, demonstra
preocupação com a medida e diz que poderá inviabilizar as operações de
exportação de algumas empresas para o mercado. “Considerando que o
pagamento ocorrerá seis meses após a chegada da mercadoria no destino,
alguns negócios serão prejudicados e outros inviabilizados”, avalia.
EXPORTAÇÕES
A
notícia pegou de surpresa o setor calçadista brasileiro em um momento
de recuperação.
Conforme dados elaborados pela Abicalçados, entre
janeiro e maio as exportações de calçados somaram 64,24 milhões de
pares, que geraram US$ 538,72 milhões, elevações de 30,3% em volume e de
66,5% em receita na relação com igual período do ano passado.
A
Argentina é o segundo maior mercado internacional para o produto
verde-amarelo, tendo importado, no período, 6,82 milhões de pares, que
geraram US$ 74,62 milhões, incrementos de 64% e 93,7%, respectivamente,
ante igual intervalo de 2021.

























