Estão circulando nas redes sociais vídeos do atual prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), cobrando maior valorização salarial aos funcionários públicos de Novo Hamburgo.
Contudo, são vídeos dos tempos em que Finck atuava na Câmara como vereador de oposição e cobrava mais valorização dos servidores.
Num dos vídeos, Finck – como vereador – afirmou que “ainda bem que essa gestão (da ex-prefeita Fátima Daudt) está acabando, nós temos mais seis meses, espero que o próximo gestor possa reconhecer realmente o funcionalismo e atender a demanda da cidade.”
Agora, como prefeito, Finck afirmou que não vai ter reajuste aos servidores no ano de 2025. O prefeito alega uma suposta calamidade financeira, ainda não comprovada e questionada em razão de tantos gastos com centenas de CCs e outros gastos considerados desnecessários, inclusive da Câmara de Vereadores.
ÂNIMOS ACIRRADOS
Nesta terça-feira (13), o Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH) e os servidores da Comusa anunciaram estado de greve. Se o governo municipal não sinalizar com reajuste, as categorias deverão começar uma greve na próxima segunda-feira (19).
Uma das lideranças do movimento do funcionalismo é a vereadora Luciana Martins (PT), professora e líder do SindProfNH. O Portal Martin Behrend noticiou a Assembleia Geral dos professores decidindo pelo estado de greve: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Após a decisão dos professores, Finck divulgou um vídeo, ainda nesta terça-feira, com um posicionamento contrário à greve. Confira algumas falas e manifestações do prefeito em rede social:
“Todo mês, desde janeiro, temos um déficit financeiro de R$ 14 milhões e isso é preocupante, por isso em 2025 não será possível dar a reposição salarial aos servidores, mas o meu compromisso é que a partir de 2026 vamos recuperar a nossa economia e valorizar nosso servidor.”
“Eu não vou aceitar uma greve com fins políticos. Está se usando uma vereadora, que é presidente de um sindicato dos professores, como palanque político. Isso a gestão não vai aceitar”.
“Repito: essa greve é para palanque político para uma pessoa que está liderando um movimento e se utilizando dos professores que querem trabalhar, que querem entregar trabalho para a nossa comunidade. Eu sou o presidente do sindicato dos alunos, eu cuido das pessoas da cidade de Novo Hamburgo e eu não vou aceitar palanque político. Uma greve que se utiliza para fins políticos e é isso que vai ser, nós não vamos aceitar qualquer tipo de movimento que não seja legal, qualquer tipo de atrocidade contra a nossa comunidade, contra os nossos alunos, contra as nossas famílias, serão duramente penalizados.
“Não vamos abonar qualquer tipo de falta… Todas as faltas serão penalizadas.”
“Não abonaremos nenhum tipo de falta que prejudique o bom funcionamento da nossa educação e que prejudique as famílias hamburguenses. Verdade sempre, políticagem nunca!”
FUFA
Ex-vereador e candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de Novo Hamburgo em 2024, Fufa Azevedo reagiu aos ataques. Em postagem em rede social, ele respondeu ao prefeito Finck. Confira algumas falas:
“O Finck não desceu do palanque. Não sabe o que fazer com Novo Hamburgo e resolveu atacar. Atacar e ameaçar servidoras e servidores, e atacar também a vereadora Professora Luciana.
“Se houver greve, a culpa é tua, Gustavo. Exclusivamente tua. Quem decidiu dar zero reajuste foi tu”.
“E ainda se esconde atrás de um decreto mequetrefe de calamidade financeira. O problema real é a calamidade administrativa do teu governo. Esse é o problema real… Falta competência e falta vontade.”
“E tu, Finck? Tu mentiu na campanha. Prometeu mundos e fundos, mas no governo, só entrega velha política.”
“A máscara caiu, a verdade apareceu, tu é só mais um político tradicional, desses que a gente cansou de ver, prometendo mas nunca cumprindo, ou seja, lamento dizer, um boca de sacola.”
NOTA DO PT
Em razão dos embates públicos, o PT de Novo Hamburgo divulgou, na noite desta quarta-feira (14), uma Nota Oficial. Confira na íntegra.
“NOTA OFICIAL DO PT DE NOVO HAMBURGO
Em defesa do serviço público, da verdade e da vereadora Luciana
Diante dos recentes ataques do prefeito Gustavo Finck às servidoras e aos servidores públicos de Novo Hamburgo, bem como à vereadora Luciana, o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Novo Hamburgo vem a público reafirmar seu compromisso com o serviço público de qualidade, com o respeito à categoria e com a verdade dos fatos.
A tentativa do prefeito de culpar os trabalhadores por uma possível greve é, além de irresponsável, profundamente injusta. A decisão de não conceder nenhum reajuste salarial partiu única e exclusivamente do governo Finck, sem diálogo, sem negociação, sem qualquer justificativa técnica ou orçamentária que se sustente.
Finck tenta se escorar em um decreto de calamidade financeira, mas os números mostram outra realidade: São Leopoldo, com uma dívida três vezes maior que a de Novo Hamburgo, concedeu mais de 5% de reajuste aos seus servidores. Canoas, com o dobro da dívida, também ofereceu quase 5%. Ou seja, dar reajuste é possível. O que falta é vontade política e compromisso com quem sustenta os serviços da cidade.
A vereadora Luciana, atacada covardemente pelo prefeito, tem uma trajetória inquestionável de luta em defesa dos servidores, independentemente de quem esteja no governo. Seja no MDB, no PT ou no PSDB, ela sempre esteve ao lado da categoria. Sua coerência, compromisso e firmeza são exemplos de representação parlamentar e de militância em favor do serviço público.
Infelizmente, Finck revela, mais uma vez, sua verdadeira face: a do político tradicional que promete durante a campanha e abandona seus compromissos no exercício do mandato. Adota o receituário da velha direita — menos Estado, menos servidores, menos direitos.
O PT de Novo Hamburgo segue firme na luta por mais e melhores serviços públicos, por servidoras e servidores valorizados e por uma cidade que cuide de sua gente com responsabilidade, respeito e investimento.
Novo Hamburgo merece mais. Merece governo de verdade.
Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Novo Hamburgo”

























