Eu vi Michael Jordan, mas vi LeBron James. Eu assisti
Gustavo Kuerten, mas acompanho Rafael Nadal. Eu vibrei com Michael Schumacher,
mas aplaudo Lewis Hamilton.
Começar esse texto falando de seis dos maiores
esportistas da atualidade é um prazer, mas também um desafio. Foram comparações?
Longe disso, apenas quero estabelecer um paralelo e reconhecer a grandeza de
todos eles em um final de semana mágico para o esporte.
No domingo pela manhã, na Fórmula 1, Hamilton
igualou o número de vitórias de Schumacher na categoria e, tudo leva a crer,
que na próxima vez em que estiver na pista, o britânico superará o alemão e será,
pelos números, o maior piloto de todos os tempos.
Isso quer dizer que Lewis é
melhor que Michael? Penso que não. É preciso avaliar a evolução ao longo do
tempo em relação aos carros, em relação a tecnologia e em relação aos adversários.
Por tudo isso, pela época e pelas condições em que competiu, sigo tratando
Schumacher como o maior de todos, mas os números, a forma como pilota e o espírito
de luta que demonstra em cada exibição, tornam Hamilton grandioso e muito maior
em relação aos demais concorrentes. Foi lindo vibrar com “Schumi”, mas é gostoso
demais aplaudir Lewis.
Já no início da tarde de domingo, Rafael Nadal
amassou Novak Djokovic e faturou, mais uma vez, o título de Roland Garros, o
maior torneio de tênis disputado no saibro. Ninguém domina mais esse tipo de quadra
que o espanhol. Ninguém vence 100 partidas na carreira em Roland Garros simplesmente
porque é melhor que os adversários. Nadal vence porque sabe jogar, porque se
prepara para isso, porque é fiel aos seus propósitos e nasceu com o espírito
vencedor.
Para quem como eu, que começou a acompanhar tênis no auge de Guga e
viu o catarinense fazer o que fez em Paris, acompanhar Nadal é um privilégio.
Guga se sente orgulhoso de ver Nadal dominar a quadra que ele também dominou. O
“El Toro Miúra” faz tudo parecer fácil, como se fosse treino. Assistir Guga ser
ovacionado sempre foi maravilhoso, mas acompanhar os shows de Nadal é fantástico.
Sem sombras de dúvidas afirmo que está para nascer alguém que irá superar
Nadal no saibro do tênis.
Para fechar o domingo, LeBron James e o Los Angeles
Lakers coroaram a campanha maravilhosa como título da NBA. Logo após o título,
surgiram comparações sobre a grandeza de James em relação a Michael Jordan. Para
este escriba, LeBron ainda não tem tamanha grandeza, mas é um dos maiores da
história do basquete.
James faz muita coisa parecer fácil dentro de quadra. Sua
capacidade física, precisão em passes e arremessos são espantosas, mas vendo Jordan
atuar, tudo parecia melhor. Encerradas as opiniões sobre os jogadores, é
preciso exaltar algo: o título desta temporada o destino tinha que se
encarregar de deixar com os Lakers.
A conquista era só mais uma forma de
homenagear Kobe Bryant, um dos maiores atletas da história dos Lakers e que nos
deixou de forma trágica em janeiro. Por tudo que representa para o time de Los
Angeles e pelo amigo que foi de James, Bryant está mais feliz do que nunca onde
quer que esteja.
Enfim, esses três exemplos só demonstram como o
esporte pode ser um alento de felicidade e descontração em um período difícil pelo
qual estamos passando, sem falar em como ídolos em diferentes esportes são moldados
e vão se completando ao longo do tempo.
Ter o esporte em nossas vidas é bom
demais.

























