Neste domingo de Dia dos Pais recebi um contato de morador de Hamburgo Velho. Na mensagem, a redação tinha um visível ar de preocupação: “Martin, estão se organizando para impedir a circulação de veículos no centro histórico de Hamburgo. É o que o pessoal tem comentado por aqui. Está sabendo de alguma coisa?” A resposta é: boato. Nada vai mudar na circulação de veículos. Por enquanto, não… O fato é que, após o tombamento de Hamburgo Velho como patrimônio histórico e cultural do Brasil assinado pela presidente Dilma Rousseff (PT), cada nova pauta envolvendo o bairro passa a ganhar novas proporções.
O boato ganhou força em Hamburgo Velho após alguns moradores receberem convite para participar de reunião, nesta semana, com representantes do Ministério Público. Contudo, o encontro nada tem a ver com alterações ou novidades. A atividade terá o caráter de encerramento do processo que se abriu há alguns anos, quando o ex-prefeito Tarcísio Zimmermann (PT) assinou decreto regulamentando o trânsito de caminhões na região do centro histórico do bairro.
O texto estabeleceu a proibição de trânsito e estacionamento de caminhões, com peso bruto total superior a 3,5 toneladas. Também a circulação de ônibus passou por alterações, com a passagem de micro-ônibus pelo trecho. O perímetro com restrição é formado pela Avenida Maurício Cardoso, entre as ruas Ribeiro de Almeida e General Daltro Filho, Rua General Daltro Filho, entre Frederico Mentz e Engenheiro Jorge Schury, e Rua Mena Barreto entre as ruas Mauá e General Daltro Filho.
À época, o documento significou um compromisso da Prefeitura com o Instituto do Patrimônio Histórico (Iphan) e o Ministério Público Estadual. No documento está prevista a preservação da área histórica, sem comprometer a mobilidade de pessoas, bens, serviços e mercadorias, nem causar prejuízos ao abastecimento. Ficou acertado que podem circular caminhões no local quando, comprovadamente, prestarem serviços de urgência; socorro mecânico, manutenção de emergência em residências e vias públicas das redes de energia, telefonia, esgoto sanitário e pluvial e abastecimento de água, socorro médico e de incêndio, coleta de lixo; serviços dos Correios, operações de carga e descarga, entrega e retirada de bens e mercadorias e cobertura de eventos para mídia.
PROJETO DEVERÁ MUDAR
Se a circulação de veículos não será alterada no centro histórico, a Prefeitura de Novo Hamburgo terá de fazer mudanças no projeto de revitalização de Hamburgo Velho através dos recursos do famoso empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Isso porque, o Ministério Público Federal está cobrando mudanças na proposta apresentada pelo Executivo hamburguense, uma vez que não passou pela aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan). Quer dizer: o que já está demorado vai atrasar ainda mais… E o dinheiro do empréstimo está parado em algum lugar.

























