Sabe aquele calafrio que sentimos quando algo toca nossa alma? Quando a
situação é tão intensa que nos dá arrepios? Que nos traz uma emoção tão
pura que não desejamos que acabe?
É sobre esta sensação que vou me aprofundar. Há alguns passos importantes para chegarmos nesse nível de
sensibilidade e vivência.
O primeiro passo é descobrir o que é importante a você. Dr. Deepak Chopra afirma: “despertar não é mudar quem você é, mas descartar tudo aquilo que você não é.”
Faça uma pergunta simples: o que não quero mais em minha vida?
Liste o que deve ficar e o que não deve. O segundo passo é tão importante quanto o primeiro: aprenda a dizer
não.
Neste momento, preciso avisar você: quem sempre se aproveitou da sua
bondade não vai gostar muito. É natural. Mantenha firme seu propósito.
No final, o esforço é
recompensado.
Terceiro passo: destine tempo às coisas e pessoas que são
importantes na sua vida. Não importam as suas escolhas, desde que
representem o que é mais valioso: se é a família, reserve um tempo
generoso a ela. Se é você, da mesma forma.
Deste investimento valioso, surge o quarto passo: invista seu dinheiro somente
em coisas ou experiências importantes a si. Não tem preço a sensação de
que cada compra ou vivência reflete sua conexão consigo mesmo.
Começam a surgir alguns hábitos interessantes em seu dia. Este é o quinto passo: crie
hábitos que o recompensem por suas pequenas e grandes conquistas. Vibre com suas vitórias! Não estranhe: você está se
descobrindo.
Lembre-se: é preciso criar um contexto para seu sucesso. Ele pode
envolver exercícios, meditação, tipos de pensamento ou escolhas. O
fundamental é fazer sentido. O hábito de bons pensamentos também é uma
façanha corajosa: ele determina o tom de sua vida.
Há um processo cerebral envolvido. O sistema dopaminérgico entra
em campo: ele é responsável pelo mecanismo de recompensa no cérebro. Em
resumo: cada pequena vitória gera uma sensação de satisfação. Quanto
mais este processo se repetir, mais ele se reforça.
Este o caminho da abundância.
Agora, precisamos conectar tudo ao sexto passo: viver o presente.
O passado é retroalimentado por nossas lembranças. É ótimo, mas não é
real. O real é o que ocorre agora. Aceite o passado e viva o presente.
Nada do que você fizer hoje resolverá o que
já aconteceu.
Você pode reeditar o passado, mas esta é uma outra história. E o futuro?
Ele também não existe. Ele é o reflexo das ações presentes. Crie o hábito de não ter expectativas para nada: simplesmente
viva o momento.
Você vai perceber um alívio. É claro: você não carrega mais o peso do passado e nem a ansiedade de um futuro inexistente.
Agora sim. Com estes seis passos, simples na sua expressão e complexos na sua implantação, você estará preparado para sentir o
frisson do presente. Sabe como?
Se emocionar com um abraço gostoso. Perceber o amor no olhar das pessoas mais próximas. Olhar para uma flor e sentir-se
grato por esta bela criação. Contemplar o efeito nas pessoas dos constantes
elogios que você dá.
O céu é o limite. Sentir este frisson demonstra o quanto você entendeu o que é
viver. O que é amar. O que é contemplar. O que é estar realmente presente a cada instante da vida: de corpo e alma. Com a
intensidade que o momento merece. E você também.
Chega a dar um frisson só de pensar!
#educação #autogestão #frisson
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br
























