A comunicação de Novo Hamburgo está de luto. Um dia depois do Dia Mundial da Fotografia…
Nesta madrugada (20), faleceu o fotógrafo e jornalista Alceu Mário Feijó, aos 93 anos, de causas naturais. Ele estava internado em sua residência. Ele é considerado o “pai” de uma legião de fotógrafos do Vale do Sinos.
O falecimento de Feijó ocorre seis dias após o óbito de sua esposa, Ieda Thoen Feijó.
Eles deixaram quatro filhos – Lenise, Darci Filho, Alceu Filho e Aurea Juliana), netos, bisnetos e tataranetos.
O velório será realizado nesta quinta-feira na sala D da Funerária Krause, das 13 às 17 horas. A cerimônia de cremação está marcada para as 17 horas.
TRAJETÓRIA
Alceu Feijó nasceu em São Francisco de Paula em 14 de junho de 1927, filho de Darcy Feijó e Áurea Estela de Sá Feijó.
Formou-se em Mecânica na Escola Técnica Parobé. Veio trabalhar em Novo Hamburgo na década de 1940. Após formar-se em mecânica na Escola Técnica Parobé atuou como professor desta especialidade no Senai e na Escola Técnica Vocacional, atual Escola Estadual Alberto Pasqualini
Escreveu e foi colaborador do jornal O 5 de Abril, quando apresentou um artigo e pediu para o diretor do primeiro jornal de Novo Hamburgo, Werner Behrend, se poderia publicar o texto. O artigo foi publicado na edição de 5 de agosto de 1949: “Deixem lá…”
O Portal Martin Behrend registrou esse primeiro artigo, de 1949: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1911/titulo/alceu-feijo-noite-magica-na-fundacao-scheffel-e-uma-solicitacao-finalmente-atendida-sua-primeira-cronica-de-1949 .
Durante mais de 50 anos trabalhou e colaborou com fotos, artigos e reportagens para os veículos de comunicação do Grupo Sinos.
Foi o único fotógrafo da Companhia Jornalística Caldas Júnior a fazer a cobertura do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do México, em 1970. Em seus mais de 100 mil negativos tem registros de Pelé, Zagallo, Tostão e outros craques daquela geração de ouro.
Foi um dos melhores amigos do pintor Ernesto Frederico Scheffel, que foi seu colega no Parobé. Inclusive, fotografou o trabalho de Scheffel na Itália. Feijó foi um dos grandes articuladores para a criação do Museu e Fundação Ernesto Frederico Scheffel.
Em 2016, lançou o livro “Alceu Feijó – A imagem além do tempo”, com a coordenação editorial da Um Cultural.
No ano 2000, ele recebeu da Câmara de Vereadores o título de Cidadão de Novo Hamburgo.
Em 2015, a Prefeitura adquiriu acervo de Alceu Feijó: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/656/titulo/investimento-na-nossa-historia-prefeitura-adquire-acervo-do-brilhante-fotografo-alceu-feijo
NOTA DO EDITOR: Seu Feijó trabalhou com meu avô, Werner Behrend, no jornal O 5 de Abril. Mais de 50 anos depois, tive a honra de trabalhar com seu Feijó no Jornal NH. Fomos colegas. Foram muitas e intensas conversas. Ele concedeu entrevista para o primeiro livro que escrevi: “O 5 de Abril – O primeiro jornal de Novo Hamburgo”. Era um homem de muitas histórias, vivências e paixões – principalmente pela fotografia. Vai fazer muita, muita falta. Descanse em paz, seu Feijó.

























