Certamente não estaria onde estou. Sei que não sou o resultado do acaso e, sim, de
escolhas que fiz em meu caminho.
Só o fato de aceitar que as “rédeas” de minha vida não estão em minhas mãos, já me causa estranheza e revolta. No final de tudo:
sou o resultado de mim mesmo.
O resultado da educação que recebi, das pessoas que convivi, dos
conteúdos que estudei e das reflexões que realizei. Até um determinado
momento, idade ou a chegada da maturidade, somos auxiliados a decidir.
Quando a consciência se expande e evolui, desenvolvemos uma autonomia
que nos torna quem somos: nem espelho nem cópia de ninguém e, sim,
responsáveis por nossas rotas.
Não sei se seria mais fácil ou difícil viver uma vida pré-programada:
com os caminhos definidos, as escolhas facilitadas e os resultados
tabulados. Acredito que seria mais chato, com certeza.
Me sentiria preso. Sem liberdade de exercer meus anseios em qualquer
lugar, a qualquer hora, com quem desejasse, sem nenhuma preparação:
simplesmente
viver.
A sensação de impotência seria a tônica do dia. A cada resolução, me questionaria:
Fui eu mesmo que tomei esta decisão ou foi o destino?
O mais engraçado, paradoxal mesmo, é que estamos vivendo como se nossas
resoluções nos levassem a um caminho pré-programado. Quer um exemplo?
Quando compramos algo para impressionar alguém que não conhecemos, que
não se importa conosco, com um dinheiro que não temos, somente pelo
desejo de mostrar um “status” imaginário. O nome em uma camisa, um carro, moto ou celular é como uma chave que
nos encaixa em uma determinada “tribo”. É como uma entrada VIP a um show exclusivo.
Somos mais influenciados do que imaginamos. Bombardeados com
informações, ofertas, histórias, palestras, livros e estilos de vida
perfeitos, de alguém que se coloca como referência de comportamento em
outro contexto.
Aceitar esta situação, nas circunstâncias em que estamos inseridos, já é um avanço. Eu diria que é o primeiro passo para desenvolver a
liberdade existencial tão desejada.
Uma única pergunta ajuda nesta busca: quem sou eu?
Só o fato de a inserir em nossa rotina diária, nos leva a uma “blindagem” pessoal contra influências desnecessárias. O
autoconhecimento é uma passagem de ida ao nosso encontro. É uma eterna busca que empolga a cada descoberta.
Aí sim, posso afirmar: eu acredito em destino!
Aquele que construí com cada gota de suor e discernimento. Com cada deliberação
consciente e refletida.
A partir desta postura, nos tornamos observadores e aprendizes eternos. Intervimos somente quando necessário. Sabemos exatamente o que é ou não de nossa responsabilidade.
Aprendemos a falar menos e a escutar mais.
Começamos a perceber as belezas da vida que passavam desapercebidas em cada experiência.
É como viver todos os dias como se fosse a primeira vez. Este é um destino que aceito: sem restrições!
#destino #autogestão #autoconhecimento #escolhas
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br .
Confira o artigo em vídeo:

























