Feliz, ele ajudava a todos, defendia o seu grupo dos mal-intencionados,
e era de uma fidelidade extrema. Num lugar inóspito como ele vivia, mal sabia
ele que era fruto do próprio ambiente, e que se tudo melhorasse, sua existência
corria perigo. Poderia desaparecer. Mas como ele não sabia dos riscos, era
ingenuamente feliz, trabalhava com prazer, se divertia, era amigão, e sonhava. Sonhava
muito.
Vivendo no meio do gelo, sonhava com dias na praia,
passeando a beira mar, e bronzeando sua alvíssima pele. Tudo completamente
inviável. Mas ele não sabia, e não sabendo, vivia feliz. Mas um dia, chegou a
solução para o lugar onde vivia: uma lágrima do mais puro amor, entre duas
irmãs, acabou com a maldição do congelamento.
Aos poucos começaram a aparecer os gramados, as florzinhas
já arriscavam uma olhadela para o céu, mas o nosso amigo começou a diminuir de
corpo. Não entendia o que se passava, já não tinha tanta vontade como antes, até
o nariz parecia ainda maior. E, na medida em que o ambiente se tornava tão alegre,
ele estava definhando.
Foi quando a menina que tivera a maldição de congelar tudo
que tocasse, e agora queria ver todos felizes, vendo o problema, criou uma nuvenzinha
de neve que ficasse para sempre sobre o nosso amigo. Onde quer que ele fosse
para ir recompondo, todo o tempo, o seu corpo gordinho e alvo.
E assim, o nosso amigo podia ir onde quisesse, ate mesmo na
praia, a nuvenzinha acompanhava o nosso amigo, o boneco de neve Olaf.
No maravilhoso filme Frozen, esse personagem cativou minhas
atenções, e é sempre nele que penso quando alguém me diz que qualquer sonho é
impossível. Ter sido feliz, deixar os outros felizes, ajudar o próximo, ser
fiel, foi o que ele fez para merecer a sua nuvenzinha.
Como meu mascote, ele tem o seu lugar reservado no meio dos
bichinhos de pelúcia do quarto dos nossos netos. E eles sabem: o Olaf é da
vovó!

























