Em 15 de outubro de 2015, o Portal Martin Behrend divulgou a
reportagem: “Van da Prefeitura fica sem pneus e prejudica atividades em escola
especial para surdos” – está no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
No ano passado, a Prefeitura de Novo Hamburgo – governo do
ex-prefeito Luis Lauermann (PT) – não programou a manutenção de van escolar e
alunos surdos ficaram impossibilitados de frequentar a Escola Estadual Keli
Meise Machado, também conhecida como Escola de Surdos. O educandário fica no
bairro São José, em Novo Hamburgo, e atende estudantes de vários municípios.
Um ano depois, o mesmo problema. Só que desta vez com a
Prefeitura de São Leopoldo. Por falta de planejamento e recursos financeiros, o
veículo utilizado para levar oito alunos surdos de São Leopoldo até Novo
Hamburgo não está circulando. Os pneus precisam ser trocados por questões de
segurança. O investimento para manutenção do veículo é de cerca de R$ 6 mil.
Já são três semanas que os alunos leopoldenses não estão
frequentando as aulas em Novo Hamburgo. É um prejuízo para a educação deles,
além de um problema para as famílias, que estão com suas rotinas alteradas em
razão dos alunos estarem em casa.
Esta situação já é de conhecimento do Judiciário e até mesmo
o Conselho Tutelar poderá ser acionado em razão das crianças não estarem
frequentando a escola. Há o receio de que a situação não seja resolvida neste
ano, tendo em vista a falta de recursos da Prefeitura e também a escassez de
empresas que aceitariam um contrato emergencial de apenas um mês.
A reportagem do Portal Martin Behrend entrou em contato com
a Prefeitura de São Leopoldo, hoje ocupada pelo governo Ary Vanazzi (PT). A
Secretaria Municipal de Educação (Smed) enviou um esclarecimento oficial.
“MANUTENÇÃO DOS ÔNIBUS DA FROTA DE TRANSPORTE ESCOLAR
A SMED tem encontrado
dificuldades para a realização da manutenção da frota por dois motivos: a)
algumas empresas não aceitam realizar o serviço, devido à situação financeira
do município e b) as empresas que poderiam realizar o serviço, não estão em dia
com as questões fiscais – o que nos impede legalmente de contratá-las. O que
vivemos hoje na Educação de São Leopoldo é resultado de quatro anos de abandono
e falta de planejamento da gestão anterior que deixou mais de 24 milhões em
dívidas só na Secretaria de Educação. Apenas com uma empresa, a JOB Recursos
Humanos, foram mais de 6 milhões em dívidas herdadas e graves irregularidades
que foram denunciadas ao TCE, ao MP e MPF por nossa gestão. A Smed lamenta que
os estudantes surdos, atendidos pela escola de Novo Hamburgo que é qualificada
para este público, tenham ficado e ainda estejam tantos dias sem aulas. A nossa
previsão é de que o problema esteja solucionado até a próxima semana.”
ESCOLA ESTADUAL KELI MEISE MACHADO
A Escola Estadual Keli Meise Machado tem sua sede no bairro
São José – ao lado do Colégio Estadual Senador Alberto Pasqualini. Atualmente,
são cerca de 40 alunos matriculados. O nome do educandário homenageia uma
ex-aluna, que por ser surda acabou sendo atropelada e veio a falecer.
Apesar de carregar a palavra especial em sua denominação,
esta é uma escola cuja organização curricular segue a mesma ordem de
disciplinas e conteúdos de uma escola regular. A diferença é que as
atividades pedagógicas desenvolvidas pela escola, dentro de fora da sala de
aula, são realizadas através da utilização da Língua Brasileira de Sinais
(Libras).

























