A passagem do tempo pode parecer lenta como uma tartaruga,
mas é constante, às vezes meio imperceptível, e quando se vê já estamos lá na
frente! E aí nos damos conta de como passa rápido o tempo! Já é Natal de novo! Já
se passou mais um ano! E assim por diante.
Como se a gente quisesse fazer o botão do tempo girar um
pouco mais devagar, para poder curtir melhor cada dia, cada hora, cada
minuto. E para que, andando mais
devagar, demorasse mais em nos trazer alguns sintomas indesejados do passar do
tempo.
Assim sendo, eu não entendo porque existe uma pressa tão
grande das crianças saírem da infância, e serem todos mocinhos e mocinhas já
com 5 ou 6 anos. As meninas querem se pintar, e muitas saem pintadas. Shortinho
e bota acima do joelho, no melhor estilo Bibi do Morro do Beco. Os meninos
querem ser os super-heróis da era tecnológica, onde sabem tudo de celular,
internet, whats, etc, etc, e ficam brabos se tratados como crianças ainda.
E nessa pressão toda, aos 13 já são “velhos adolescentes”,
têm a coragem de fazer coisas de adultos, e se forem do mal, já sabem assaltar,
atirar, matar. Já querem fazer sexo, podem fazer filhos, enfim, tudo aquilo que
depois amarra as pessoas a trabalhar, a prover sustento, e que de uma forma ou
outra, tira a liberdade de maiores aventuras. Aos 30 já são meio amargurados e
desiludidos, de que a vida é assim como é.
Sempre me pergunto o que tanto estimula as crianças deixarem
de ser crianças. É ruim ser criança? De
que adianta termos hoje uma longevidade maior, se queimamos etapas no começo? Por
que querer ser “grande” tão depressa, se depois temos de levar o resto da vida
toda nessa “grandeza”?
Voltar nessa viagem não dá, mas curtir mais por onde se
passa, atrasando a chegada, não seria melhor?

























