Nesta sexta-feira (4), foram veiculadas em jornais da região
pesquisas eleitorais em vários municípios do Vale do Sinos.
Em alguns jornais, pesquisas ocuparam boa parte das capas
dos impressos.
Como sempre faço, fui verificar nas letras miúdas – aquelas que
ficam apertadinhas, quase precisando de lupa para ler – os dados técnicos de
cada levantamento.
Fico impressionado como existem diferentes metodologias e
muitas variações nos números de entrevistados. Também observo as datas
em que ocorreram as pesquisas, pois existem aquelas que foram realizadas há
vários dias e, como se sabe, as campanhas avançam e os eleitores vão se
definindo – inclusive, trocando de candidato ao longo do período.
Também é importante ver o que a pesquisa perguntou. Num dos casos, a pergunta divulgada foi: “Qual candidato deverá vencer a eleição (expectativa de vitória)?” Então, o resultado divulgado não era exatamente em quem o eleitor iria votar, mas quem ele achava que iria vencer.
Agora, o que mais chamou a atenção foi a questão da margem
de erro e do grau de confiança de algumas pesquisas.
Em determinados levantamentos, a margem de erro é de 4% e
tem outros casos em que alcança 5% – está dito nas letras miúdas. Ou seja, a
pesquisa divulgada tem um resultado indicando um cenário, mas com a margem de
erro anunciada existe uma grande chance de oscilação.
Vamos a um caso hipotético:
Numa pesquisa fictícia, o candidato X aparece com 30%. Já o
candidato Y está com 20%.
Se tem uma margem de erro de 5%, X pode oscilar entre 25% e
35%. Com a mesma margem de erro, Y varia entre 15% e 25%.
Então, essa mesma pesquisa que anuncia X com 30% e Y com
20%, analisando com a margem de erro, ela também pode estar indicando uma vitória ainda mais folgada de X – 35% a 15% – ou, então, existe um empate em 25% entre X e Y.
Nesse cenário, a variação vai de uma vitória de 20% de X sobre Y a um empate entre os dois. É muita oscilação.
Em Novo Hamburgo, na eleição municipal de 2016, aconteceu um
fenômeno que é bastante lembrado. A então candidata Fátima Daudt apareceu, na
última pesquisa antes da votação, em quarto lugar. Contudo, existia uma
margem de erro variando em quase 10%. A candidata venceu e ficou dentro margem de erro – já que Fátima e os seus concorrentes variaram do mínimo ao
máximo do que a pesquisa indicava.
Em 2016, na última pesquisa antes da eleição, Fátima Daudt estava em quarto lugar. No domingo, chegou em primeiro lugar.
Eu menciono isso pois pesquisa é um retrato importante de
cada momento da eleição. Mas não é definitivo. Cabe ao eleitor tomar a sua
decisão e votar de acordo com o seu julgamento.
Bom voto a todos no domingo! Ah, na urna eletrônica, o
primeiro é voto é para vereador/vereadora e o segundo voto é para
prefeito/prefeita.

























