A poderosa construtora
MRV Engenharia ainda não desistiu de construir cinco torres residenciais na área do antigo Estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo. Ao menos, no discurso.
Em agosto de 2013 divulguei que deverá erguido o Condomínio Residencial Porto Marabella e Porto Trinidad.Segundo o projeto, serão 660 apartamentos em cinco blocos, todos com 11 andares e 800 vagas de estacionamento. Nesta semana, recebi o seguinte comunicado da assessoria da MRV.
“A MRV Engenharia seguirá a especificação do projeto, quando aprovado pela Prefeitura.”
Só que, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Moisés Medeiros, o projeto está parado esperando definição da MRV. Estive reunido com ele nesta semana e recebi a informação que o projeto das torres residenciais está em vias de ser aprovado. Em relação aos apartamentos e infraestrutura estaria tudo alinhado.
Contudo, como houve pressão popular dos moradores dos bairros Rio Branco e Vila Rosa contra o porte do empreendimento, e a Prefeitura avaliou que a chegada de aproximadamente dois mil novos moradores traria enormes impactos para a região, a liberação do empreendimento da MRV ficou condicionada a mitigações – com a ajuda do dicionário: ato, desenvolvimento ou consequência de atenuar; diminuição do mal; alívio.
As principais medidas compensatórias que caberão a MRV incluem: construção de escola, construção de creche, construção e/ou ampliação de ponte sobre o Arroio Luiz Rau e alargamento de ruas dos bairros. Caso a MRV aceite e garanta a execução destas obras que servirão para diminuir impacto de uma população estimada em duas mil pessoas, a Prefeitura deverá, finalmente, liberar a obra.
Faz mais de um ano que foi divulgado o período para o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Até agora, pouco evoluiu. A Universidade Feevale, proprietária
do terreno, já informou em notícia anterior postada no blog –http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=237 – que “temos firmado, desde 20 de julho de 2012, contrato de compra e venda com a empresa MRV Engenharia.” Contudo, ainda segundo a Feevale, “ainda não podemos precisar quando a negociação será concluída, mas a liberação pela Prefeitura é ponto relevante.”
























