O azeite de oliva extravirgem Gaita Gaita passará a ser utilizado nas aulas do curso de Gastronomia
da Universidade Feevale, principalmente na finalização de pratos.
A
empresa, que tem sede administrativa em Campo Bom e é liderada pelos irmãos Matheus Costa De Boni e Frederico Costa De Boni, de Novo Hamburgo, também terá participação em algumas atividades dos cursos de Gastronomia
e Turismo, como aulas abertas, visitas técnicas e outras atividades que
envolvem, inclusive, gestão e business.
As tratativas ocorreram no Câmpus II da Feevale, entre o gerente
comercial do azeite Gaita, Emerson Santos, e três representantes
da universidade: o diretor do Instituto de Ciências Humanas e Sociais
(ICHS), Luis Henrique Rauber; a coordenadora dos cursos de Turismo e
Gastronomia, Alexandra Zottis; e o coordenador do Centro de Estudos de
Nutrição e Gastronomia, Daniel Bonho.
O diretor do ICHS salienta que a Feevale sempre busca aproximar os estudantes do mercado de trabalho. “Os alunos têm interesse em negócios reais, em conhecer todo o ciclo do produto, em ver como é o planejamento das empresas e como as marcas prosperam. Teremos muitas oportunidades para falar sobre o Azeite Gaita e seu mercado de atuação, pois identificamos a profissionalização da empresa”, afirma Rauber.
BOM JESUS
O olival da empresa, fica em Bom Jesus, nos Campos de Cima da Serra. São oito hectares nessa região que tem altitude de mais de mil metros acima do nível do mar, boa amplitude térmica e invernos muito frios. Essa combinação resulta em um terroir privilegiado que dá origem ao sabor do Gaita.

O pomar abriga variedades
oriundas da Europa, como as espanholas arbequina e arbosana, e a grega
koroneiki, que se ambientaram ao clima da região, fornecendo
matéria-prima para um azeite extravirgem de sabor marcante.
A empresa também desenvolve pesquisas, em menor escala, com outras
variedades de origem espanhola e italiana. Todo o trabalho desenvolvido
no pomar conta com o apoio de empresas especializadas e engenheiros
agrônomos, que contribuem para a qualidade das azeitonas.
A extração
acontece em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, com
produção que alia inovação tecnológica e tradição milenar, resultando em
cerca de três mil litros ao ano. “Somos premium, sem perder a essência
artesanal”, diz Santos.
Em 2023, a safra da empresa possibilitou a produção dos azeites blend, monovarietal koroneiki e monovarietal leccino. O blend é produzido através da combinação das azeitonas arbequina, koroneiki e arbosana; o koroneiki, variedade de origem grega, é responsável por um azeite com alto teor de polifenóis, o que lhe confere uma picância marcante; e o leccino é produzido com azeitonas de origem italiana, que dão origem a um sabor suave, levemente adocicado e com equilíbrio entre amargos e picantes.

CONSUMO
Segundo Matheus Costa De Boni, o consumo de azeite extravirgem aumentou no país, mas ainda é muito baixo. “O brasileiro consumiu, em média, 320 gramas de azeite por ano nas últimas cinco campanhas de elaboração de azeite. Isso é muito pouco se compararmos com alguns países produtores da Europa, que têm consumos per capita que variam de 5 a 13 quilos por ano. Ou seja, os brasileiros consomem cerca de 15 vezes menos que o menor consumo dos nativos de algum país produtor, como Grécia, Espanha, Itália e Portugal”, aponta.
De Boni destaca que o azeite de oliva
extravirgem premium, que é produzido com azeitonas plantadas em Bom
Jesus, nos Campos de Cima da Serra, é elaborado dentro dos parâmetros
mais rigorosos de qualidade e vem sendo reconhecido e premiado em
concursos internacionais.
Ele comenta, ainda, que está satisfeito com a
parceria do Gaita com a Universidade Feevale. “Compreendemos a
relevância da atuação da instituição na comunidade local e em nosso
Estado, assim como sua representatividade e credibilidade. Em
função disso, é de suma importância a implementação dessa parceria com a
nossa empresa, pelo fato de colhermos benefícios mútuos a partir do
desenvolvimento de novos projetos e ações”.
























