Devido ao aumento no registro de casos no Estado do Rio Grande do Sul, a Secretaria Municipal de Saúde de Parobé alerta a comunidade local e regional para o risco de contaminação de esporotricose em gatos.
A doença, que afeta felinos e humanos, é causada por um fungo que está naturalmente presente no solo e na casca de árvores. Por isso, os gatos estão mais suscetíveis a contrair a doença.
Segundo a Secretária de Saúde de Parobé, no município foram identificados três casos. “A maneira mais eficaz de prevenir a doença é evitar que os gatos entrem em contato com o ambiente contaminado, ou seja, não é indicado que eles tenham acesso à rua. Isso porque eles podem se infectar ao caminhar em um solo que tenha o fungo e transportá-lo embaixo das patas e garras para dentro de casa, o que pode levar à infecção dos tutores por meio de arranhaduras ou mordedura”, divulga a secretaria.
SINAIS
Segundo Cleber Roldão, agente de combate a endemias, os principais sintomas no gato incluem feridas na pele que não cicatrizam, aumento de volume nasal e dificuldade respiratória. Em alguns animais, ocorre uma lesão semelhante a um “nariz de palhaço” na região do focinho. Se o gato apresentar algum desses sinais, o dono do animal de estimação deve buscar atendimento em um médico veterinário.
Em humanos as lesões têm quatro apresentações: cutânea com lesões em mãos e braços, linfocutânea com pequenos nódulos, seguindo o trajeto do sistema linfático (lesão em “rosário”) que é a mais comum, extracutânea em ossos, mucosas, sem comprometimento da pele e disseminada em vários órgãos como pulmão, ossos e fígado.
A prevenção começa pela atitude dos tutores ao não deixarem seus gatos “passearem” pelas ruas. Caso o animal adoeça, deve ser mantido isolamento e em tratamento até dois meses após a total cura clínica. Não é indicada a internação de gatos positivos.
Veterinários e tutores que manuseiam gatos infectados podem contrair a infecção, portanto, recomenda-se o uso de luvas descartáveis ao manusear gatos com qualquer tipo de nódulo ou úlcera na pele.
Em Parobé está estabelecido um protocolo com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para atendimento específico de pessoas com suspeita de esporotricose. Para mais informações, a comunidade pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde Ambiental pelo número (51) 3543 8674.
Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Parobé

























