O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Müller, participou nesta quinta-feira do Prato Principal da ACI-NH/CB/EV. Prestigiado por mais de 100 empresários e lideranças setoriais, ele veio falar sobre “A Urgente Reindustrialização do Brasil e do Rio Grande do Sul”.
Müller foi bastante enfático na sua explanação e, em determinado momento, questionou: “Queremos ser uma nação como a Alemanha ou a Coréia do Sul, ou um camelódromo gigante?” O presidente da Fiergs trouxe dados que confirmam a estagnação da indústria no Brasil, sufocada por tributos, falta de infraestrutura e condições de competitividade. “Desde 2007 a produção industrial física no Brasil não cresceu. São sete anos andando de lado. Estamos gerando renda, oportunidades e empregos em outras nações”, pontuou.
Outro dado alarmante trazido por Heitor Müler diz respeito exatamente ao fenômeno da desindustrialização do país. “Em 2000, a participação de produtos industrializados nas exportações brasileira era de 59%. Em 2012, ficou em 37%. Tem mais brasileiros consumindo, que bom; mas consumindo cada vez mais produtos de fora”, completou.
Müller
frisou que não há desenvolvimento sustentado sem indústrias. Ele ainda recomendou às empresas brasileiras cautela nas exportações para a Argentina em função da instabilidade no país vizinho e lamentou o novo reajuste da energia elétrica, em alguns casos alcançando perto de 30% para a indústria.
A palestra de Heitor Müller na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo foi bastante prestigiada, com a presença de dirigentes da Abicalçados, CICB, Abrameq, Abqtic, AICSul, Sindicer/RS, Sinduscon-NH, SindGastrHô, Grupo Pensando Novo Hamburgo e Universidade Feevale.
