Mais um inocente tombou na absurda guerra que não tem fim no Brasil. Desta vez, quem entrou para as estatísticas da indiferença pelas autoridades foi Luciano dos Santos Rodrigues, 27 anos. Estudante de Engenharia Mecânica na PUCRS, em Porto Alegre, ele levou um tiro na cabeça quando criminosos fugiram após tentativa de assalto ao ônibus em que se encontrava. Na noite de segunda-feira, Luciano retornava da universidade para a casa da família, em Guaíba. A ocorrência
foi na BR-290, na saída de Porto Alegre, quando o coletivo se dirigia para Guaíba. Ninguém no ônibus teria reagido. Mesmo assim, o bandido puxou o gatilho. E Luciano está morto. É que o assaltante sabe que, no Brasil, “não dá nada”.
Luciano é mais um inocente morto. Entra para as estatísticas de um dos países mais violentos e injustos do mundo. São mais de 60 mil homicídios por ano. Números das piores guerras. É uma guerra com o copatrocínio do governo federal, Câmara dos Deputados e Senado. Leis frouxas, leis que beneficiam o criminoso, leis que protegem o criminoso. Leis que não são alteradas por deputados federais, senadores e governo federal. Leis que incentivam esta guerra. Presídios que não seguram presos. Presídios com orgias, farras e um oceano de celulares. Estamos morrendo por ordens de dentro do presídio.
Luciano tinha namorada. Iriai viajar para Nova Zelândia ao final do ano. Ele deixa os pais e um irmão. Seu apelido era “Humilde”
Dilma Rousseff ou Aécio Neves, quem vai estancar esta guerra? Até quando inocentes seguirão morrendo? Quem vai lutar pela nossa vida? O mais dramático é que mais essa morte não comove as autoridades.
Descanse em paz, Luciano. E paz para o coração dos teus familiares.
