A Copa do Mundo 2014 já tem um dos maiores micos fora de campo. E ele está no Rio Grande do Sul: é o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Na manhã deste sábado, mais uma vez, o aeroporto teve problemas de operação em função do nevoeiro. Com um agravante: hoje deveria ter começado a operar – e funcionar – o
ILS CAT II (Instrument Landing System – ILS Categoria II). Este equipamento deveria – ou deverá? –
ampliar as condições de pousos e decolagens em dias com baixa visibilidade e minimizar em até 30% os impactos causados pelo nevoeiro.
Contudo, nem o ILS II salvou o Salgado Filho nesta estreia infeliz. Foram dezenas de voos atrasados e alguns cancelados. Transtornos para muitos torcedores de vários países.
O Salgado Filho, aliás, é o legítimo puxadinho enjambrado. Menos de dez anos após ser inaugurado – ainda nos tempos de Fernando Henrique Cardoso – já estava quase ultrapassado. Um grosseiro erro de planejamento
e falta de visão daquele governo. E daí pra frente é remendo atrás de remendo: puxadinho do check-in da
TAM, reabertura do antigo Salgado Filho em condições superadas, falta de
solução para estacionamento lotado, reduzido número
de lojas para atender ao público, a ampliação da pista que nunca termina – sem previsão! – e por aí vai.
Tivemos sete anos para preparar o Salgado Filho para a Copa do Mundo. Faltou tempo. Em cima da hora, viria a solução mágica. Não veio. Que mico! Bem brasileiro!
