Sociedade de Pediatria do RS saúda início da vacinação contra Covid em crianças

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) está distribuindo, nesta segunda-feira (17) e terça-feira (18), as 59,1 mil doses de vacinas da Pfizer contra o coronavírus para uso pediátrico (crianças de cinco a 11 anos) recebidas do Ministério da Saúde na sexta-feira (14).

Todo o lote será enviado às 18 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) via terrestre.

Durante o final de semana, equipes da SES trabalharam na separação das doses. A quantidade que irá para cada município já está definida.

A aplicação inicia-se na quarta-feira (19), simultaneamente, em todo o Rio Grande do Sul.

CAPACITAÇÃO

O governo do Estado capacitou e certificou vacinadores, além de avaliar, junto com os municípios, os planos de operacionalização locais. Tudo para garantir atendimento qualificado, com segurança e planejamento, na aplicação das vacinas pediátricas.

Com isso, todas as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) serão seguidas.

SOCIEDADE DE PEDIATRIA

Em 18 de dezembro do ano passado, o Portal Martin Behrend compartilhou a sinalização de que a Sociedade de Pediatria do RS recomendava a vacinação em crianças contra Covid-19 – a matéria pode ser relembrada no link https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

O aspecto segurança da vacina é o mais importante a ser esclarecido no cenário atual em que inicia a vacinação nas crianças.

O médico pediatra Fabrizio Motta, associado da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, destaca que todo medicamento que é iniciado, o seu uso passou pelo que é chamado de estudos da fase 3. Por conta disso, não há nenhum motivo para os pais terem preocupação.

“Quando se chega nesta fase, há uma segurança de que eventos adversos graves são raríssimos. As pessoas se perguntam por que houve agilidade nas vacinas da Covid? A maior dificuldade nesses trabalhos é sempre conseguir mobilizar pessoas para os estudos. Porém com a pandemia a população se voluntariou e foi possível atingir índices tão altos, tanto no caso de adultos como no caso de crianças. Não existe mais nenhuma dúvida dessa segurança da vacina”, explica.

DOR NO BRAÇO

A outra preocupação dos pais são possíveis reações. A dor no braço é uma característica que deve estar presente, mas até mesmo em menor intensidade do que nos adultos.

“Temos a experiência dos Estados Unidos onde foram aplicadas mais de oito milhões de doses nessa faixa etária e 98% das reações foram leves. A criança pode relatar dor no local e até ficar um pouco mais prostrada no primeiro dia, mas é algo que os pais estão já acostumados por conta de outras vacinas”, completou.

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