Sete setores da economia gaúcha tiveram vendas positivas nas últimas três semanas, mas tendência é de queda

O ano de 2020 começava positivo para o Rio Grande do Sul. A reação da economia era uma realidade.

De acordo com o Boletim Semanal da Receita Estadual – Edição Especial nº 2 | Impactos da Covid-19, os números da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) se mostravam animadores:

EVOLUÇÃO DA ARRECADAÇÃO DE ICMS

FECHAMENTO OFICIAL MARÇO 2020 – EM R$ BILHÕES, ATUALIZADO PELO IPCA

Mês ² | Realizado 2019 | Realizado 2020 | % Variação

Janeiro | 3,22 bi | 3,35 bi | +4,0%

Fevereiro | 2,93 bi | 3,13 bi | +6,7%

Março | 2,90 bi | 2,89 bi | -0,5%

Total | 9,06 bi | 9,37 bi | +3,4%

ANÁLISE DO BOLETIM PELA RECEITA ESTADUAL

A arrecadação do ICMS vinha registrando desempenho positivo em 2020, com crescimento de 3,4% no
acumulado do ano, em números atualizados pelo IPCA.

O resultado é reflexo de sinais de recuperação da
economia e de uma série de medidas adotadas pelo fisco, sobretudo relacionadas à agenda Receita 2030, que
consiste em 30 iniciativas para modernização da administração tributária gaúcha.

Em relação à análise por Grupo
Especializado Setorial (GES), dez segmentos apresentam crescimento no acumulado do ano e seis registram
queda.
O impacto da Covid-19, cujas primeiras medidas de quarentena no RS foram adotadas em 16 de março, repercutirá
principalmente no ICMS arrecadado a partir de abril, embora já tenham sido verificados efeitos leves no final de
março, com queda de 0,5% no consolidado do mês.

O impacto total da pandemia, logicamente, irá variar conforme a evolução da crise e os respectivos
mecanismos de combate ao vírus.

SETORES EM ALTA

O Boletim Semanal da Receita Estadual – Edição Especial nº 2 | Impactos da Covid-19 traz um levantamento dos setores industriais do Rio Grande do Sul.

Dos 19 setores, 7 ainda estão no positivo nas três vendas últimas três semanas. Já 12 diminuíram as vendas nas últimas três semanas. Dos sete que estão em alta, porém, a maioria já apresenta viés de redução e queda nas vendas, o que poderá se confirmar no próximo levantamento.

CONFIRA OS SETORES QUE AINDA ESTÃO NO POSITIVO

Variação em relação ao período equivalente no ano anterior, considerando dias de semana equivalentes e ajustando efeitos de feriados e outras datas atípicas,
conforme nota técnica e tendo como fonte a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

Os números abaixo se referem a três semanas e o quarto número é a média acumulada das três semanas.

Semana 1 Pós Covid-19 (16/3/20 a 20/3/20)

Semana 2 Pós Covid-19 (21/3/20 a 27/3/20)

Semana 3 Pós Covid-19 (28/3/20 a 3/4/20)

Acumulado Pós Covid-19 (16/3/20 a 3/4/20)

ARROZ

33% | 63% | 37% | + 42%

PRODUTOS DE LIMPEZA

46% | 53% | 36% | +39%

SUÍNOS

34% | 48% 21% | + 34%

TRIGO

25% | 34% | 15% | + 24%

LEITE

28% | 29% | -13% | + 15%

AVES E OVOS

7% | 20% | 8% | + 11%

BOVINOS

30% | 4% | -18% | + 5%

Já no lado negativo, as últimas posições com quedas bruscas nas vendas estão os setores: metalurgia, têxteis e confecções, móveis e, na última posição, coureiro-calçadista.

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