Os casos de feminicídio seguem revoltando a sociedade gaúcha. A brutalidade dos casos preocupa.
Nos últimos dois dias, foram seis mulheres assassinadas por serem mulheres. Não foi roubo. Não foi furto. Não foi equívoco. Essas gaúchas perderam suas vidas de forma covarde.
Entre os casos mais recentes estão em Parobé, Feliz, São Gabriel, Viamão, Bento Gonçalves e Santa Cruz do Sul. Há poucos dias, também ocorreu um caso em Novo Hamburgo.
Neste sábado (19), o governador Eduardo Leite se manifestou em rede social sobre os casos mais recentes. Confira o posicionamento:
“Seis mulheres foram assassinadas nos últimos dias no Rio Grande do Sul. Seis vidas interrompidas brutalmente por uma violência que, infelizmente, ainda resiste em muitas casas, relações e mentalidades. Não há como naturalizar isso. Feminicídio é o desfecho trágico de uma estrutura que ainda trata o controle sobre a mulher como algo legítimo.
Manifesto minha profunda indignação e minha solidariedade às famílias dessas mulheres. E reforço o compromisso do governo do Estado com o enfrentamento à violência de gênero. Avançamos com políticas de proteção, acolhimento e autonomia, como o programa Mulher Empreendedora Chefe de Família, a Patrulha Maria da Penha, o monitoramento de agressores com tornozeleira, as Salas Lilás, os CRAMs, a Casa Violeta e diversas ações em rede. Mas ainda precisamos, e iremos, fazer mais.
Também precisamos de respostas firmes da sociedade para uma transformação cultural. Nenhuma política pública é suficiente se a sociedade continuar tolerando esse tipo de agressão, com silêncio e omissão diante dos sinais de violência.
Proteger mulheres é uma missão de todos. Para ampliar a proteção, temos de assumir essa responsabilidade em conjunto.
O governo do Estado, por meio dos seus programas e iniciativas, juntamente com outras instituições, vai seguir trabalhando para fortalecer a rede de proteção às mulheres.
























