O recall nos 15 novos trens comprados pela Trensurb por R$
243,7 milhões segue avançando dentro do cronograma inicial. Após todos serem
retirados de circulação em abril do ano passado em função da constatação de
falha nos veículos, seis já passaram pelos trabalhos de substituição de peças e
voltaram a operar. Segundo a empresa, isso não quer dizer que estejam necessariamente
os seis trens circulando, uma vez que eles continuam tendo que passar por
revisões regulares e outros serviços de manutenção preventiva e corretiva. Ainda
conforme a empresa conclusão dos trabalhos no sétimo trem deve ocorrer nos
próximos dias. O prazo que o consórcio FrotaPoa tem para concluir os serviços
nos 15 trens segue sendo o mês de maio.
Os 15 novos trens foram entregues à Trensurb entre maio de
2014 e março de 2015 (dentro do prazo contratual), sendo que o primeiro trem
passou a operar comercialmente em setembro de 2014. No início do ano passado,
durante as atividades de manutenção preventiva nos trens, foi constatada a
presença de água ou de umidade em algumas caixas de rolamentos existentes nos
truques de alguns trens. O problema de infiltração de água ou de umidade nessas
caixas pode danificar os rolamentos e comprometer sua vida útil, uma vez que os
mesmos devem funcionar somente com graxas específicas. Caso venha a acontecer
uma infiltração de água nos rolamentos, os mesmos podem travar as rodas do trem
e danificar outros componentes do próprio truque ou de outros sistemas e
equipamentos da via férrea.
A partir do momento em que a Trensurb determinou a
paralisação de circulação dos novos trens, técnicos da empresa e do Consórcio
FrotaPoa passaram a se reunir para estabelecer um plano de ação e um calendário
para realização do recall em todos os trens. Para a aprovação do
plano de ação, a Trensurb exigiu que todas as alterações de projeto de
engenharia viessem precedidas de laudos técnicos sobre as causas efetivas do
problema, e que os projetos de engenharia para solucionar os problemas viessem
acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Além disso, a
Trensurb exigiu a certificação de qualidade de todos os novos componentes que
venham a ser instalados nos trens, bem como novos prazos de garantia dos mesmos.

























