Uma notícia positiva para os trabalhadores da educação em todo o Rio Grande do Sul.
Após a divulgação da Nota Técnica 717/2021 emitida, nesta sexta-feira (28), pelo Ministério da Saúde com orientações sobre a continuidade da vacinação contra a Covid-19, o governo do Estado anunciou que incluirá o grupo no planejamento da distribuição de vacinas da próxima remessa a ser recebida do governo federal.
Aliás, alguns municípios já vinham aplicando o imunizante em profissionais da educação.
O governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), destacou que o Estado vinha há muitas semanas buscando, junto ao governo federal e até na Justiça, incluir com prioridade os profissionais envolvidos nas atividades de ensino no cronograma de imunização.
“Queremos escolas abertas, funcionando, com protocolos e todos os cuidados necessários, para cuidar das crianças enquanto os pais estão trabalhando, para dar a essas crianças e jovens os estímulos fundamentais para que se desenvolvam em seu pleno potencial. E queremos fazer isso com cuidado com as crianças, com cuidado de professores e trabalhadores da educação, que são patrimônio importante para nosso Estado”, afirmou Leite.
“O Rio Grande do Sul é sempre um dos Estados que mais vacina no Brasil. Temos ficado sempre no topo do ranking, às vezes oscilando posições, mas nunca deixou de estar entre os três Estados que mais vacinam, tanto na primeira quanto na segunda dose. Nosso compromisso é, o mais rápido possível, ter os trabalhadores da educação imunizados, acreditamos que já nas primeiras semanas de junho, para que possamos ter a tranquilidade e o ensino funcionando para todos aqui no Rio Grande”, projetou o governador.
ATUALIZAÇÃO
No Estado, há cerca de 217 mil pessoas neste público, dos quais, segundo levantamento da Secretaria da Saúde, aproximadamente 20 mil já foram imunizados por iniciativa dos municípios.
Entre aqueles que ainda estão aguardando, serão priorizados os profissionais de creches e pré-escolas, de forma concomitante com os outros grupos prioritários da lista, ou seja, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades, deficientes, pessoas em situação de rua e população privada de liberdade.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
O documento do ministério informa que “serão enviados percentuais do total de doses para o seguimento do ordenamento dos grupos pré-definidos e em paralelo serão enviados quantitativos para o início da vacinação dos trabalhadores da educação”.
A nota esclarece ainda que, após a finalização dos grupos de comorbidades, pessoas em situação de rua, funcionários e pessoas do sistema penal e trabalhadores de educação, a lista de prioridades deve continuar sendo seguida, com o acréscimo, de forma concomitante, da vacinação por idade da população em geral (59 a 18 anos).
“Assim que conseguirmos contemplar todos esses grupos prioritários no Estado, especialmente os profissionais envolvidos na educação, o que nos possibilitará um retorno mais seguro das aulas presenciais, iremos avançando por idade para a população em geral. Estamos na expectativa de um novo lote de doses nas próximas semanas, que nos permita seguir na imunização de forma mais rápida”, explicou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
NOTA TÉCNICA
Confira trechos da Nota Técnica divulgada pelo Ministério da Saúde:
“… Desta forma,
serão enviados percentuais do total de doses para o seguimento do ordenamento dos grupos prédefinidos (grupos 14 ao 17, séma edição do PNO) e em paralelo serão enviados quantavos para o início
da vacinação dos trabalhadores da educação. Neste grupo de trabalhadores deverá ser seguida a seguinte ordem de prioridade: creches, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA e
na sequência os trabalhadores da educação do ensino superior, sempre priorizando os trabalhadores
envolvidos na educação dos indivíduos mais jovens.
2.6. A justificativa para a antecipação da vacinação deste grupo diz respeito aos importantes
impactos sociais ocasionados pela covid-19 na educação infanl com a necessidade de volta às
aulas presenciais. Estes impactos seguramente estão sendo mais importantes justamente nos grupos
sociais menos favorecidos e que tem por exemplo dificuldade ou mesmo inviabilidade para uma adesão ao
ensino a distância.”
CONFIRA A NOTA TÉCNICA NA ÍNTEGRA: https://www.estado.rs.gov.br/upload/arquivos//sei-…
