Um crime virtual contra crianças e adolescentes segue mobilizando as forças de segurança no país.
É mais um caso intrigante e que provoca alerta emergencial nas famílias.
Na noite desta quinta-feira (20), uma menina de 12 anos de idade, vítima desses atos infracionais, que era estimulada a praticar autolesões, foi resgatada por agentes da Polícia Federal.
Os policiais apreenderam o computador com o qual ela se comunicava com adolescentes suspeitos para a perícia científica. A operação ocorreu em Porto Alegre. Agentes da Polícia Federal no Rio Grande do Sul investigam atos infracionais, como incitação à automutilação e abuso infantil, supostamente cometidos por adolescentes por intermédio da plataforma Discord.
Já são dezenas de casos semelhantes registrados no Rio Grande do Sul, o que vem preocupando as autoridades. Recentemente, uma prisão em Canoas ajudou a desarticular quadrilha que atuava com essa mesma sistemática
Os policiais descobriram a situação a partir da denúncia do pai da menina. A ação contou com o acompanhamento de uma psiquiatra do Centro de Referência em Atendimento Infantojuvenil (Crai).
Em conversa com a adolescente, a médica confirmou que havia autolesões. A menina foi encaminhada para outros exames físicos e psicológicos, conforme informou a assessoria de imprensa da Polícia Federal.
RISCO
O Discord se transformou um aplicativo popular entre os jovens e é alvo de investigações por causa de canais com conteúdos que fazem apologia ao nazismo, racismo, pedofilia e exploração sexual.
A organização não governamental (ONG) Safernet explica que o aplicativo tem diversas funcionalidades, entre elas, ser um fórum de bate-papo. Na avaliação da entidade, a plataforma deveria ser mais proativa no desenvolvimento de ferramentas e políticas que ajudem a conter a veiculação de conteúdos criminosos.
Para evitar que jovens sejam coagidos dentro dessas redes, Marilene Souza, psicóloga e professora da Universidade de São Paulo (USP), diz que é importante atenção e diálogo entre pais e filhos. Segundo ela, é necessário prestar atenção no que crianças e adolescentes estão fazendo e o conteúdo que consomem dentro de seus quartos enquanto utilizam o computador ou celular.
“Fundamental que pais acompanhem diariamente como os filhos estão entrando nas redes sociais, o que estão vendo. Inclusive há formas de regulação dos pais em relação às redes. É possível ver espelhos das plataformas ou colocar horários, limites para entrada nas redes sociais”. Com informações da Agência Brasil.
