O fiasco se repete: falta de professores nas escolas estaduais motiva Audiência Pública na Assembleia

É um filme que se repete. Aliás, um filme de desrespeito, falta de planejamento e sem priorizar a educação da juventude gaúcha.

A falta de professores nas escolas estaduais ocorre em vários municípios, desde o início do ano letivo. Em uma breve pesquisa, são problemas registrados em Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Farroupilha, Pelotas, Porto Alegre, entre outros municípios. Na primeira semana de março, levantamento apontou a carência de mais de 340 professores em dezenas de escolas gaúchas.

Em alguns colégios, já houve o preenchimento de vagas, em outros a situação é crítica. No Colégio Estadual Dr. Wolfram Metzler, no Centro de Novo Hamburgo, vários pais estão preocupados com a falta de professores e, evidentemente, o prejuízo do ensino.

Nas primeiras semanas de março, algumas turmas não tinham tido aulas de Português e Inglês, sendo que a professora de Filosofia havia deixado a escola. “Está complicado, a preocupação é grande, segundo ano é muito importante o conteúdo e é a reta final do período escolar”, desabafa a mãe de aluno.

Esse grave problema da falta de
professores na Rede Estadual de Ensino será tema de audiência pública na
próxima segunda-feira (15), a partir das 13h30, no Plenarinho da Assembleia
Legislativa. A proposta do vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura,
Desporto, Ciência e Tecnologia, deputado estadual Issur Koch (Progressistas), foi aprovada por
unanimidade.

Segundo o
parlamentar, que também é professor, apesar de o ano letivo já ter começado há 45 dias, ainda é
preocupante a ausência de professores nas salas de aula. “A intenção é mais do
que debater, é solucionar a falta de professores. Precisamos ter uma posição do
Executivo estadual sobre previsões e datas”, disse o parlamentar

Serão
convidados para o debate o secretário Estadual de Educação, Faisal Karam; o
diretor de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Educação, José Adilson
Santos Antunes; Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), Conselho Estadual
de Educação, Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul
(CPERS-Sindicato), representantes de escolas da Rede Estadual, da Federação das
Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, da Promotoria Regional de
Educação e de demais entidades da sociedade civil interessadas no tema.

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