Depois de um mês fora da curva, com alta provocada pelo acirramento pontual de conflito entre grupos criminosos na Região Serra, o Rio Grande do Sul voltou a registrar queda nos homicídios em novembro.
Foram 118 vítimas frente 135 no mesmo mês do ano passado, redução de 12,6% para o menor total no período desde 2006, quando houve 109 assassinatos.
Com ações efetivas do Programa RS Seguro, liderado pelo governo estadual, vem sendo possível atuar com inteligência e movimentos antecipados.
Sete dos 23 municípios priorizados pelo programa encerraram novembro de 2020 com zero assassinatos: Novo Hamburgo, Bento Gonçalves, Capão da Canoa, Esteio, Guaíba, Passo Fundo e Rio Grande.
Entre as dez maiores queda no acumulado, todas ocorreram em cidades que integram o grupo.
NOVO HAMBURGO
Em Novo Hamburgo, o acumulado do ano registra queda superior a 30% no número de homicídios.
De janeiro a novembro de 2020 foram 23 – contra 38 assassinatos em igual período do ano passado. Na prática, significa 15 vidas preservadas.

Em relação à redução dos homicídios e da violência, a prefeita Fátima Daudt (PSDB) se manifestou numa rede social destacando o esforço para redução dos casos de violência.
“Novo Hamburgo não teve nenhum homicídio em novembro, conforme divulgação da Secretaria Estadual de Segurança. Nos últimos 12 meses, os homicídios caíram 32% na cidade. E segue a redução dos números da criminalidade, uma boa notícia que merece ser comemorada por todos nós. Este resultado é atribuído a um conjunto de ações e troca de informações entre as forças integradas de segurança.”
TRANSFERÊNCIA
Um fator que contribuiu para a redução dos homicídios em novembro no Rio Grande do Sul foi a realização, no dia 9 do mês passado, da Operação Império da Lei II, que transferiu nove líderes de organizações criminosas para penitenciárias federais fora do RS.
Além do efeito imediato de desestabilização no comando das quadrilhas, a ação tem o efeito pedagógico ao assegurar que as forças de segurança mantêm monitoramento constante e seguirão atuando para neutralizar o poder de influência dessas lideranças.
Em março, a primeira edição da Império da Lei já havia removido para cadeias federais 18 criminosos de alta periculosidade. E o Estado já aguarda autorização da Justiça para novas remoções.

























