Alardeados e festejados como uma grande conquista para a
comunidade, os novos vagões da Trensurb estão no alvo do Ministério Público
Federal (MPF) em Novo Hamburgo. A instituição instaurou inquérito civil para
investigar o motivo pelos quais as novas composições adquiridas pela Trensurb
(Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.), que começaram a funcionar em
fevereiro de 2015, estão paradas.
As novas composições deixaram de circular no final de abril
passado. Foi verificado um problema nos rolamentos de um veículo. Um
fechamento lateral poderia permitir infiltração de água. Para evitar um dano
maior nestes rolamentos, desde então, os 15 trens não estão circulando, pois
todos apresentam o mesmo defeito. De acordo com a Trensurb, as novas
composições de quatro carros cada uma, fornecidas pelo consórcio FrotaPoa
(formado por Alstom e CAF), têm gasto energético cerca de 30% inferior às que
operavam no sistema, adquiridas em 1985.
Os novos carros contam com sistemas de autodiagnóstico e
monitoramento de falhas. Cada veículo custou R$ 14,7 milhões. O contrato para
fabricação dos novos veículos foi assinado em novembro de 2012. A vida útil
mínima das composições deve ser de 30 anos. Eles ainda estão na garantia,
O procurador da República Celso Antônio Tres solicitou ao
presidente da Trensurb, Humberto Kasper, um relatório das paralisações e a
descrição técnica do ocorrido, bem como a cópia dos contratos de aquisição,
garantia e manutenção das novas unidades, tudo visando avaliar as
responsabilidades pelo mau funcionamento destes trens novos adquiridos
recentemente.
