O governador Eduardo Leite (PSDB) fez um pronunciamento, no final da tarde desta segunda-feira (22), para anunciar as bandeiras que valerão nesta semana – de 23 de fevereiro a 1º de março.
“A situação é extremamente grave no Estado. É o auge da pandemia no Rio Grande do Sul”, reforçou. Ele destacou que, neste momento, 86% das UTIs em hospitais gaúchos estão ocupadas. Lembrando: em menos de um ano, mais do que dobrou o número de UTIs no Estado. “Se olharmos de janeiro pra cá o crescimento dos casos, é assustador”, afirmou a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.
No mapa preliminar da 42ª rodada do Distanciamento Controlado, divulgado na sexta-feira (19), foram anunciadas 11 regiões em bandeira preta e 10 em bandeira vermelha.
E o mapa foi mantido:As regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara foram classificadas em bandeira preta.
Nesta segunda-feira, Leite teve reuniões com entidades de classe, sindicatos, escolas, universidades, prefeitos, técnicos, cientistas, entre outros, para tomar decisões sobre a cogestão e as bandeiras da semana.
Leite confirmou que o sistema de cogestão está mantido, ou seja, os protocolos das regiões – aprovados pelo governo estadual – podem ser mais brandos que os do governo estadual.
Ao mesmo tempo, o governador disse que a fiscalização vai aumentar e que as forças de segurança do Estado estarão à disposição para exercer o poder de fiscalização.
Além disso, o tucano destacou que espera do governo federal mais vacinas, já que o Ministério da Saúde está coordenando os contratos e os envios das doses. Contudo, o governo federal demorou pra agir e muitas regiões do Brasil pararam de vacinar.
SUSPENSÃO
A suspensão geral das atividades, que começou no sábado (20) das 22 horas às 5 horas, vai começar mais cedo.
A partir desta terça-feira (23), a suspensão geral das atividades será das 20 horas às 5 horas. Segue valendo até 2 de março.
Devem estar fechados, sem público ou clientes, estabelecimentos de atendimento ao público, reuniões, eventos, aglomerações e circulação de pessoas tanto em áreas internas quanto externas, em ambientes públicos ou privados.
Os supermercados também deverão fechar às 20 horas.
O decreto não se aplica a: farmácias, hospitais e clínicas médicas, serviços funerários, serviços agropecuários, veterinários e de cuidados com animais em cativeiro, assistência social e atendimento à população vulnerável, hotéis e similares, postos de combustíveis e estabelecimentos dedicados à alimentação e hospedagem de transportadores de cargas e de passageiros, estabelecimentos que funcionem em modalidade exclusiva de tele-entrega e Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa).
A suspensão geral também não atinge atividades industriais noturnas.
Normas municipais que conflitem com essas determinações estão igualmente suspensas. Ou seja, a suspensão geral de atividades vale para todo o Estado, inclusive regiões em bandeira vermelha e regiões que aderiram ao sistema de cogestão regional.
ESCOLAS NA BANDEIRA PRETA
O governo do Estado acatou pedido dos prefeitos para a manutenção das aulas presenciais na bandeira preta para a Educação Infantil e os 1º e 2º anos do Ensino Fundamental, considerando a dificuldade que os pais encontram por não ter com quem deixar os filhos quando saem para trabalhar e a dificuldade de efetiva alfabetização das crianças em aulas virtuais.
Para os demais níveis de ensino, as atividades presenciais seguem proibidas em regiões com bandeira preta.
As atividades de ensino presencial não podem ser definidas pelo sistema de cogestão regional.
AMVARS
A Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) apresentou um protocolo para bandeira roxa. É intermediário entre bandeira vermelha e bandeira preta.
Nesta bandeira roxa, o comércio pode atuar com várias restrições e protocolos.
A definição da bandeira que valerá na região de Novo Hamburgo será comunicada ainda hoje.

























