Mais de 1.400 máscaras de proteção facial fabricadas na empresa gigante calçadista Grendene, em Farroupilha, com apoio de um grupo empresários, foram doadas à Brigada Militar na Serra gaúcha.
Composto de PVC e acetato, o protetor facial, também conhecido como viseira ou escudo facial, ficará à disposição dos policiais para uso em situações em que há risco de contaminação pela Covid-19.
Conforme o oficial médico da BM capitão Nazareno Fernandes, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) se constitui em um importante material na proteção dos profissionais em ação.
A Grendene, em Farroupilha, mudou totalmente o nicho de produção, para preparar materiais para profissionais da segurança e da saúde, gratuitamente, em meio à pandemia da Covid-19. Os PMs locais foram os primeiros a receber os equipamentos, que serão doados para o efetivo policial de todas as cidades gaúchas.
Os empresários responsáveis pela iniciativa destacam a importância da união de todos neste momento difícil, e afirmam ser gratificante poder contribuir com a segurança daqueles que atuam na segurança pública.
Além dos protetores faciais, a empresa, que está com a produção de calçados parada, tem se mobilizado, por meio de um pequeno grupo de funcionários, para fazer máscaras cirúrgicas, protetor para pés, jalecos e toucas que serão doados para todo o país.
CAMPO BOM
Em parceria com a
Lebbre, startup de impressão 3D, a FCC, de Campo Bom, desenvolveu protótipos e aprovou,
em tempo recorde, a produção de máscaras de proteção facial para
profissionais da saúde. Essas máscaras têm uma grande vantagem sobre as
máscaras tradicionais: podem ser reutilizadas inúmeras vezes, desde que
devidamente higienizadas.
A primeira doação já foi feita ao Hospital
Municipal de Campo Bom e a previsão é de que dezenas de outras
instituições também sejam beneficiadas. O projeto iniciou na última
semana e dezenas de máscaras já foram doadas.
A FCC ajudou a
desenvolver, disponibilizou matéria-prima e está patrocinando a
dedicação total da Lebbre a esse projeto, que está com as impressoras
funcionando dia e noite para suprir a escassez desses produtos nos
hospitais.
Outra
inovação foi o desenvolvimento de um álcool gel com propriedades
diferenciadas. O álcool gel tradicional, quando utilizado muito
frequentemente, pode provocar o ressecamento das mãos, já o produto
desenvolvido pela FCC é eficaz contra o coronavírus e não agride a pele.
A empresa está dedicando parte de sua operação à produção de 15 mil
litros de álcool gel para doação a diversos centros de saúde, tanto no
Rio Grande do Sul quanto na Bahia. As doações iniciaram nos municípios
onde a empresa possui unidades de produção e, somente na última semana,
já foram destinados mais de 5 mil litros de álcool gel para hospitais e
postos de saúde.
Para
Marcelo Reichert, CEO da FCC, é hora de contribuir com a comunidade
para superar esta situação. “É um momento de solidariedade e as empresas
devem usar suas estruturas para ajudar as comunidades, doando o que
podem. Matérias-primas para produção de álcool gel estão escassas no
momento, então estamos dedicando toda matéria-prima que temos disponível
para produzir o material doado”, destacou.
Outra ação social da empresa
foi uma doação em dinheiro que contribuiu para a compra de respiradores
e monitores para o hospital campo-bonense.
CONFIRA ABAIXO MAIS DETALHES DAS MOBILIZAÇÕES DA GRENDENE E FCC
