Uma polêmica e agressiva exposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul está gerando polêmicas.
A mostra “Palestina – Da limpeza étnica à resistência e reconhecimento internacional”, está na Galeria Carlos Santos, com visitação aberta ao público desde segunda-feira (25).
A exposição está inserida em outra programação. A Assembleia Legislativa realizará nesta quarta-feira (27) uma homenagem ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. As atividades foram propostas pela deputada estadual Sofia Cavedon (PT) e pelo deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT), em parceria com a Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL).
Contudo, o teor da exposição estás gerando centenas de manifestações de descontentamento e repúdio.
O mais incrível é que um espaço como a Assembleia Legislativa abre as portas para divulgar o ódio, o confronto e também informações duvidosas sobre o tema. São mensagens agressivas, que somente afastam qualquer diálogo para processo de paz.
NOTA DE REPÚDIO
A Federação Israelita do RS divulgou Nota de Repúdio:
“Repudiamos e lamentamos profundamente a exposição intitulada Palestina: da Limpeza Étnica à Resistência e Reconhecimento Internacional, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, iniciada no dia 25 de novembro de 2019, e promovida pelo Dep. Luiz Fernando Mainardi (PT), em parceria com a Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) e com o Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino (ABCDMRR/SP).
O material exposto promove a cizânia e aprofunda o conflito. Busca a importação do conflito para uma sociedade onde os valores da tolerância e o respeito às diferenças prevalecem. Há elementos de discurso de ódio inadmissíveis e mentiras históricas crassas. A demonização do Estado de Israel e a negação ao povo judeu do direito à autodeterminação em sua terra ancestral constituem a faceta mais moderna do antissemitismo. O movimento de boicote irrestrito aos judeus de Israel (BDS) é considerado antissemitismo em diversos países, incluindo Alemanha e Estados Unidos. Este movimento não poderia de forma alguma povoar o ambiente democrático e normativo da Assembleia Legislativa. As narrativas falsas expostas nestes materiais deseducam e criam a cultura do ódio deixando a paz em um horizonte ainda mais longínquo.
A solidariedade e o apoio ao pleito de autodeterminação palestina são legítimos. Porém pregar a destruição do Estado de Israel, transformando milhões de judeus israelenses em apátridas ou cidadãos de segunda classe, como visto nesta exposição, é ilegítimo, sectário e supremacista nos moldes das piores ideologias genocidas do Século XX.
É inaceitável que o Parlamento Gaúcho chancele este escárnio difamatório, ofensivo e acima de tudo destrutivo para uma perspectiva de paz. As nações democráticas devem apoiar a normalização das relações entre israelenses e palestinos que propiciem uma realidade melhor e mais próspera. O Parlamento Gaúcho é o topo de nossa democracia e não pode se tornar um palco para um espetáculo de difamação e antissemitismo como nesta exposição promovida pelo Deputado Mainardi e demais entidades já nominadas.
Sebastian Watenberg – Presidente da Federação Israelita do RS”
