Representantes de 14 entidades do movimento lojista do Estado estão em busca de alguma possibilidade de seguirem atuando.
Os presidentes das organizações manifestaram-se através de uma nota oficial entregue ao governador
Eduardo Leite (PSDB), em reunião realizada na sexta-feira (5). A busca é
de uma alternativa para o comércio local.
Uma proposição indica manter os estabelecimentos
abertos, de segunda-feira à sexta-feira, desde que atendidas todas as
recomendações e cumprindo todas as exigências com responsabilidade. No
sábado e domingo, ocorreria o fechamento total das atividades de todos os ramos.
“Nossas regiões passam por momento de gravidade devido à expansão da
COVID-19, mas com a paralisação das atividades econômicas está nos
levando a um iminente colapso social e econômico, inclusive refletindo
nas atividades consideradas essenciais”, descreve a nota.
O documento também reforça a importância de combater as
irresponsabilidades das festas clandestinas, dos estabelecimentos que
permitem aglomeração de pessoas, dentre outras, mas permitindo que o
comércio possa desenvolver suas atividades com responsabilidade.
Assinam o documento as seguintes CDLs:
Jorge Stoffel – CDL Novo Hamburgo | Gilberto Luis Müller – CDL Estância Velha – Ivoti | Clarice Teresinha Strassburger – CDL Sapiranga | Vinicio Mateus de Oliveira Morgenstern – CDL Igrejinha – Três Coroas | Reginaldo Hessler – CDL Parobé | Omar Hoffmeister – CDL Campo Bom | Carla Daiana Lindol Schonardie – CDL Rolante e Riozinho | Ademir Berlitz – CDL Dois Irmãos | Tatiane Pietrobelli Pereira – CDL Nova Hartz | Ramon Berghann – CDL Portão | Olinto Menegon – CDL São Leopoldo | Renata Schäffer – São Sebastião do Caí | Maurício Liell – CDL Bom Princípio | João Batista Saldanha – CDL Uruguaiana
FECOMÉRCIO-RS
A Fecomércio-RS também manifestou preocupação com a ampliação das medidas restritivas para o comércio e serviços
no Rio Grande do Sul, diante da falta de evidências de que as atividades destas
empresas tenham relação com o aumento do contágio pela Covid-19.
Sem
possibilidade de abertura parcial, mesmo seguindo rígidos protocolos de higiene
e distanciamento, e na ausência de alternativas para garantir a viabilidade
destes negócios, a Federação alerta para o agravamento do desemprego, com
reflexos diretos na saúde e no bem-estar da população.
A Fecomércio-RS apoia medidas que restrinjam a
circulação em determinados horários, que impeçam as aglomerações e que limitem
a ocupação dos espaços. Mas a entidade se manifesta contrária a restrições
desproporcionais, que trazem pouco impacto no combate à pandemia e graves
prejuízos econômicos e sociais.
ACI-NH/CB/EV
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV) se manifestou por meio de um “Manifesto para compra de vacinas”. Confira alguns trechos:
“…O abalo das incertezas sobre a possibilidade de abrir os negócios e o faturamento das empresas foi crítico e demasiado longo. Como consequência, milhares perderam seus empregos desde março de 2020…
…A comunidade científica obteve êxito num prazo inimaginável, se considerarmos as difíceis etapas para a elaboração e testagem final das vacinas para um vírus novo e complexo. Temos, portanto, um cenário de esperança e passível de planejamento à frente, o que era impossível no ano passado…
…Acreditamos e cobraremos das autoridades não só o direito à liberdade de trabalhar em nossos negócios, mas, principalmente, a compra e aplicação das vacinas. Sejam elas do laboratório que forem, desde que validadas pela Anvisa, nós cobraremos as vacinas e o planejamento de compras e distribuição destas, que são, sem sombra de dúvida, o líquido mais precioso em nossa realidade presente…”
FCDL-RS
A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) pediu ao governador Eduardo Leite que sejam encontradas maneiras do comércio considerado não essencial pelo governo estadual poder exercer sua atividade nos próximos dias, uma vez que a bandeira preta seguirá vigorando no RS.
O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, ressalta que o momento que o estado vive é complicado não apenas na área da saúde, mas, também, na questão social.
Segundo ele, muitas empresas estão chegando ao seu limite financeiro, podendo fechar definitivamente em pouco tempo. “Além do agravamento das dificuldades na saúde, temos observado um crescimento assustador da miséria social em praticamente todo o Rio Grande do Sul. São milhares de pessoas que ficaram desempregadas, perderam o seu ganha pão, consumiram suas economias e, hoje, estão nas ruas mendigando alguns trocados ou comida. São cenas que vemos, diariamente, em vários pontos de muitas cidades gaúchas”, afirma Vitor Augusto Koch.
