Caso Fernandão: chamar a mãe de puta pode, é isso? Rivalidade Gre-Nal sabe ser vergonhosa!

Os torcedores colorados estão indignados. E com razão! Alguns integrantes da torcida do Grêmio – 0,01%? – bradaram, no domingo passado, o seguinte cântico dentro do Estádio Beira-Rio, na frente da viúva de Fernadão e de seus filhos, no

Dia dos Pais: “O Fernandão morreu! O Fernandão morreu!” Detestável, abominável, vergonhoso, lamentável. Os colorados têm razão em protestar e detonar aqueles torcedores. E tem gremista igualmente indignado.

Só que, estranhamente, eu nunca vi, li ou ouvi estes mesmos colorados se indignarem, inflamarem, revoltarem, quando milhares de torcedores do Inter gritam há décadas com raiva o seguinte cântico:

“Atirei o pau no Grêmio! / E mandei tomar no cu! / Oh gremista FILHO DA PUTA! Chupa a rola e dá o cu! Hei, Grêmio, vai tomar no cu!”

E aí, chamar de PUTA as mães de milhares de gremistas pode? Ofender senhoras gremistas rotulando-as de PUTAS pode? Isso não é vergonhoso, detestável, lamentável? Claro que sim! Para muitos colorados as mães de seus amigos gremistas são tudo PUTA? Só pode ser isso, pois nunca vi colorados protestarem por esta baixaria.

A rivalidade Gre-Nal sabe ser tosca. A torcida do Grêmio profere o mesmo cântico e chama as mães dos colorados de PUTAS. O que aconteceu domingo, no Estádio Beira-Rio, é apenas mais um capítulo desta trajetória vexatória das duas torcidas. Uma pena. Vou aguardar o próximo episódio desta vergonhosa competição de desrespeito onde todos são perdedores.

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