Areia? Água doce? Urina? Vinagre? Entidade orienta sobre primeiros socorros em casos de queimaduras por água-viva

Desde o início da Operação Verão 2024/2025 no Rio Grande do Sul, o Corpo de Bombeiros já registrou
mais de 41 mil lesões provocadas por água-viva ou mãe-d’água no litoral,
com uma média de mil casos diários.

Essas queimaduras podem resultar em
dor intensa, vermelhidão e até reações alérgicas graves, tornando
essencial conhecer os procedimentos adequados para minimizar os danos à
pele.

Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia –
Secção Rio Grande do Sul (SBD-RS), Juliano Peruzzo, adotar as
orientações corretas é indispensável. “Remover a vítima da água com cuidado e lavar a área com água do mar
ou vinagre são passos iniciais que ajudam a neutralizar o veneno e a
evitar a piora da lesão. Além disso, é fundamental evitar práticas
equivocadas, como o uso de água doce ou o ato de esfregar a região
atingida, que podem agravar o quadro”, explica Peruzzo.

TOXINAS

As toxinas liberadas pelas águas-vivas desencadeiam uma inflamação
imediata na pele, causando dor, ardência e, em casos mais graves, bolhas
e marcas características. Se houver sintomas como dificuldade para
respirar, tontura ou febre, é imprescindível buscar atendimento médico
imediatamente.


O que fazer ao ser queimado por água-viva?


Retire a pessoa da água com cuidado: Evite novas queimaduras e garanta a segurança.
Lave com água do mar ou vinagre: Elimine resíduos dos tentáculos e neutralize o veneno.
Remova os tentáculos: Utilize uma pinça ou objeto não cortante, protegendo as mãos.
Aplique compressas quentes: O calor ajuda a desativar as toxinas.



O que evitar?


Usar água doce: Isso pode liberar mais toxinas.
Esfregar a área com toalha ou areia: Essas ações agravam a lesão.
Aplicar álcool, urina ou amônia: Essas substâncias intensificam a dor.


Quando procurar ajuda médica?


Se houver sinais de reação alérgica grave.
Quando a dor persistir por mais de 24 horas.
Em casos de infecção ou febre.

LIMPEZA

Após
os primeiros socorros, mantenha a pele limpa, evite exposição ao sol na
área lesionada e aplique hidratantes calmantes, como os à base de aloe
vera. Não coçar a região é crucial para evitar infecções.

Em caso de dúvidas ou suspeita, procure um médico dermatologista.
Profissionais habilitados podem ser encontrados no site da SBD-RS: www.sbdrs.org.br.

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