A
Artecola Química entrou em uma nova fase de seu processo de Recuperação
Judicial (RJ).
O plano de pagamentos apresentado pela empresa, depois
de ajustes e adequações, foi aprovado na Assembleia
Geral de Credores desta sexta-feira (27), realizada em Novo Hamburgo.
“Tivemos um período de avaliações e maturação da proposta, sempre
atendendo às partes
envolvidas e destacando nossa disposição em saldar compromissos. A
aprovação reforça o que dizíamos desde o início: nosso objetivo
era proteger o negócio químico, que é a origem de nossa empresa, um
negócio saudável, capaz de produzir resultados positivos a todas as
partes interessadas e seguir gerando valor”, diz o presidente executivo,
Eduardo Kunst.
O
processo de RJ da Artecola teve início em 5 de fevereiro de 2018, com o
encaminhamento do pedido à Justiça e, na sequência, seu deferimento. A
administração judicial ficou a cargo do escritório Medeiros &
Medeiros.
O principal motivo para o pedido de recuperação teve origem num calote criado pelo governo Dilma Rousseff (PT), que deixou de pagar dezenas de milhões de reais em projetos contratados junto à empresa, que tem sede em Campo Bom. Os credores da Artecola receberão R$ 760 milhões em 15 anos.
A tramitação teve uma peculiaridade, em razão da maior parte
da dívida da FXK Adm. e Participações, controladora da Artecola, estar relacionada a avais e garantias dos débitos de outras empresas, a Gatron
Inovação em Compósitos S/A e Stabilit-MVC Pultrusão em Plásticos S/A.
Elas também estavam em Recuperação Judicial, com tramitação no Poder
Judiciário do Paraná e credores comuns à FXK
O
plano aprovado prevê o pagamento negociado de todos os credores,
definindo prioridades e estabelecendo prazos e formas de liquidação.
“Nesse processo, tivemos a parceria dos credores, que percebem a
importância e o potencial do negócio em atividade para a geração de
riquezas, emprego e renda”, afirma o presidente. “Além disso, seguimos
um projeto de reestruturação para nos tornarmos mais ágeis e eficientes
em nosso propósito de oferecer soluções diferenciadas, promover desenvolvimento sustentável e facilitar a vida do cliente”, complementa.
Eduardo
Kunst também destaca a grande demonstração de confiança recebida de
muitos clientes e fornecedores. “Somos imensamente gratos a quem
permaneceu ao nosso lado em todos os momentos, a quem acreditou em nossa
trajetória de sete décadas de trabalho sério e transparente, a quem nos
permitiu chegar à conclusão desta etapa”, agradece o executivo. “Temos
a convicção de que seremos uma empresa ainda mais forte depois desse
período, pois somos econômica e financeiramente viáveis e temos plenas
condições de superar as adversidades.”
NOVO POSICIONAMENTO
Com
a aprovação do Plano de Recuperação Judicial, a empresa entra agora em
uma nova fase, a começar pelo novo posicionamento estratégico: O que você quer transformar? A
pergunta é, ao mesmo tempo, uma provocação, e traduz a atitude da
empresa. “Queremos enfatizar o quanto nós, da Artecola, buscamos junto
aos nossos clientes e parceiros novas formas de transformar os negócios e
o mercado”, detalha Eduardo Kunst. “Sempre tivemos a inovação em nosso
DNA. Com o novo posicionamento, estamos reforçando nossa identidade e
enfatizando a disposição para crescer, co-criar e contribuir para
transformar tudo a nossa volta”, complementa. O trabalho foi realizado pela agência SPR, de Novo Hamburgo.
O novo slogan – O que você quer transformar? –
remete ao processo de transformação que ocorre todos os dias em uma
indústria química como a Artecola. A novidade foi apresentada ao público
interno em setembro, inicialmente na Convenção de Vendas que marcou
esse momento de renovação na empresa, realizada com cerca de 130
participantes, no Hotel Locanda, em Novo Hamburgo.
A ARTECOLA
Com
71 completados no dia 5 de maio de 2019, a Artecola se insere no grupo
de menos de 0,4% das empresas brasileiras (dados do IBGE) que alcançam
essa maturidade. Na atual estrutura, a empresa conta com três áreas de
negócios: Indústria (com adesivos e laminados especiais para
aplicações nos mais diversos segmentos industriais, como calçadista,
moveleiro, papel e embalagem, automotivo e construção civil), Consumo (através
da marca AFIX®, oferece um portfólio completo em soluções para
construir e reformar, atendendo tanto o especialista como o usuário do “faça você mesmo“), e Extrusão (chapas
termomoldáveis diferenciadas, de alta performance e sustentáveis para
os segmentos automotivo, moveleiro, sanitário e de equipamentos).
No
Brasil, mantém unidades no Rio Grande do Sul e São Paulo, e está
presente em outros cinco países da América Latina (Argentina, Colômbia,
Chile, México e Peru) com nove plantas produtivas, consolidando-se como
a sexta empresa mais Internacionalizada do Brasil, segundo ranking da Fundação Dom Cabral.
