Por: DOC – Agência de Conteúdo
Um caso de abuso verbal e sexual ocorrido dentro da Unidade
de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas de Novo Hamburgo, no bairro Canudos,
acendeu alertas para dois problemas recorrentes: os casos de violência contra
as mulheres, e os abusos sofridos por profissionais da área da saúde. Duas
ações geradas diretamente pelo caso prometem prevenir que crimes como o
relatado no último mês de maio se repitam.
Uma delas está sendo organizada pela Federação dos Empregado
em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (FEESSERS). A
partir da denúncia das funcionárias da UPA Novo Hamburgo, a entidade formatou a
criação dos comitês de Combate à Violência Contra a Mulher e de Combate à
Violência Contra os Servidores. O objetivo é criar políticas que ajudem a
combater esse tipo de violência, e dar suporte às vítimas.
Outra iniciativa da FEESSERS, entidade que congrega
aproximadamente 100 mil profissionais da área da saúde no Estado, é a criação
de protocolos para empregadores de toda a área que ajudem a prevenir crimes do
tipo. “Os comitês estão em fase de elaboração, e acreditamos que irão
beneficiar os profissionais de todo o Rio Grande do Sul. Sabemos também que
muitos trabalhadores muitas vezes não denunciam casos de violência. Queremos
que esse caso triste seja o ponto de partida para que situações semelhantes não
ocorram”, explica o presidente do Sindi Saúde Novo Hamburgo, Jandir Peixoto
Goulart.
O caso também teve repercussões no município. Desde janeiro,
a prefeitura vinha reforçando a segurança no Hospital Municipal de Novo
Hamburgo, iniciando práticas que seriam replicadas nas outras unidades de saúde
da cidade. A UPA, no entanto, conta apenas um agente da Guarda Municipal. A
prefeitura havia iniciado uma licitação para a escolha de uma empresa de
segurança para atuar no local. De acordo com a presidente da Fundação de Saúde
de Novo Hamburgo, Cláudia Schenkel, já está definida a empresa que executará os
serviços, faltando apenas os trâmites finais para a sua contratação. O início
da prestação do serviço deve ocorrer no dia primeiro de agosto.
ASSÉDIO NA UPA
Duas funcionárias da UPA do bairro Canudos relataram terem
sido vítimas de abuso verbal e sexual. De acordo com a denúncia, o paciente deu
entrada no dia 9 de maio. Logo depois de admitido, o homem teria assediado
verbalmente profissionais da UPA. Na manhã do dia seguinte, ele teria passado a
mão no seio de uma das enfermeiras, quando ela foi medir a pressão dele, e após,
teria agarrado outra funcionária. Após registro da ocorrência policial, o homem
foi preso.
