Alertada pelo blog, empresa corrige publicidade que usava termo ilegal

Alertada pelo blog Martin Behrend, uma empresa gaúcha alterou propaganda que usava termo ilegal. No material publicitário, se apresentava uma agenda tendo “Capa em couro sintético”. Segundo a Lei do Louro, constitui crime o uso do termo

couro

para identificar produtos artificiais de origem industrial, em designações como “couro ecológico”, “couro sintético” ou até mesmo “couro legítimo”.

Assim que tomou conhecimento do equívoco, o texto foi ajustado. Segundo apurei, a escorregada aconteceu em virtude do fornecedor ter passados os dados oficiais da agenda contendo a expressão “couro sintético”. A situação foi esclarecida.

Tenho acompanhado atentamente o trabalho realizado pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). A entidade lidera o projeto Blitz Lei do Couro a fim de alertar lojistas e consumidores sobre a existência da lei e sobre a importância de ter clara a diferença entre couro e outros materiais. “A ideia do projeto é educar, orientar sobre a necessidade de comunicar corretamente as características de cada produto, sem que haja prejuízos ao consumidor”, explica o coordenador da Blitz Lei do Couro, Ricardo Michaelsen. “Se, no entanto, a loja que comercializa artigos confeccionados em materiais diversos como se fossem feitos em couro insistir em praticar este tipo de venda, notificamos o estabelecimento, que então deve arcar com as consequências de uma desobediência legal”, alerta. Designações como “couro ecológico”, “couro sintético” ou até mesmo “couro legítimo” são proibidas. A previsão é legal: Lei n°. 4.888/1965. Informações complementares podem ser obtidas no site http://cicb.org.br/leidocouro.

BLITZ LEI DO COURO

As blitzes Lei do Couro já passaram por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Mato Grosso, onde detectaram mais de quatro mil infrações e tiveram grande repercussão na mídia, no comércio e junto à população. Em um carro identificado, o grupo de fiscais verifica a forma de comunicação utilizada pelo comércio local, sinalizando eventuais distorções. Do mesmo modo, fornece material informativo e conversa com lojistas e consumidores.

A proposta é esclarecer todos os detalhes da lei 4.888/65. Nesta semana, a iniciativa do CICB está no Paraná e tem o apoio do Sicppar (Sindicato da Indústria de Curtimento de Couros e Peles do Estado do Paraná).

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